- Pesquisa com mais de 7 mil viajantes na América Latina e na Europa aponta que 50% ainda não utilizam IA para planejar viagens.
- Motivos comuns: valor do planejamento próprio e pouca familiaridade com a tecnologia, gerando medo de erros.
- Principais erros da IA: horários ou preços desatualizados, links que não funcionam, recomendações inexistentes, sugestões inadequadas ao perfil e distâncias ou tempos de deslocamento incorretos.
- IA costuma ser apenas o ponto de partida; a transação real depende de curadoria humana.
- Brasil é mercado estratégico para a Civitatis, com 1.300 atividades em 140 destinos; Brasil ocupa o terceiro lugar entre seus mercados globais, e a IA é usada como suporte à curadoria.
A pesquisa conduzida pela plataforma Civitatis revela que metade dos viajantes ainda evita usar IA para planejar viagens. O levantamento, realizado em março com mais de 7 mil entrevistados, envolve participantes da América Latina e Europa. O objetivo era entender a relação entre planejamento humano e uso de IA.
Entre os respondentes, 65% têm mais de 46 anos e viajam de duas a cinco vezes ao ano. Mesmo nesse grupo, a IA não substitui completamente os métodos tradicionais de planejamento. O principal empecilho é o custo de erro e a incerteza sobre a veracidade das informações fornecidas.
A IA aparece como ponto de partida, não como solução final. Os viajantes destacam que a ferramenta pode falhar ao apresentar horários e preços desatualizados, links não funcionais e recomendações inadequadas. Além disso, há receio de que destinos ou atividades não existam de fato.
Principais erros identificados
Homônimos podem gerar confusões, inclusive para agentes de viagem, levando a reservas equivocadas. Além disso, diálogos com IA podem gerar respostas que não correspondem à realidade, apontam especialistas.
Outro risco apontado é a recomendação de atrações inexistentes ou já desativadas, bem como destinos que não ficam na região pesquisada. O temor de encontrar informações falsas é considerado um dos principais problemas.
Valor da curadoria humana
A checagem humana é destacada como parte essencial do processo. A IA é vista como ferramenta de apoio para descobrir novidades e otimizar tarefas, mas a conclusão de cada venda depende de supervisão humana para evitar erros críticos.
Segundo Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil, a experiência de viagem envolve detalhes variáveis como horários de atividades, tarifas infantis e políticas de grupo, que exigem verificação humana para evitar falhas na transação.
Brasil como mercado estratégico
O Brasil figura como o terceiro maior mercado da Civitatis, atrás de Espanha e México. A empresa vê potencial para aumentar a atuação no país, com portfólio local de 1.300 atividades em 140 destinos. A curadoria segue como etapa obrigatória antes da inclusão de qualquer produto.
A empresa afirma usar IA como suporte para detectar novidades e otimizar processos administrativos, mantendo a entrega de serviços sob supervisão humana. O objetivo é melhorar a personalização sem abrir mão da confiabilidade.
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