- MoMA, em parceria com o Philadelphia Museum of Art, apresenta a primeira grande mostra sobre Marcel Duchamp nos EUA em mais de cinco décadas.
- A exposição acompanha o processo de criação e recriação do artista, articulando uma linha do tempo que destaca leituras repetidas, leituras erradas e repetições.
- Entre cerca de trezentas obras, estão peças como Nude Descending a Staircase, No. 2 (1912), e Fountain (1917), além de Étant donnés (1946–66).
- A curadoria enfatiza o papel de Duchamp como inventor, não apenas como artista, valorizando sua aposta em obras multissensoriais e em experimentos que vão além do retinal.
- A mostra ressalta o interesse do artista pela madeação constante, com readymades remade por ele e por outros, evidenciando o conceito de looping cronológico.
A exposição dedicada a Marcel Duchamp chega ao MoMA, em Nova York, com a promessa de oferecer a primeira mostra importante nos EUA em mais de cinco décadas. O conjunto, coordenado pelo MoMA em parceria com o Philadelphia Art Museum, revisita a trajetória do artista e seu modo de criar, desfazendo barreiras entre obras e objetos cotidianos.
O desafio curatorial envolve reimaginar a obra de Duchamp por meio de uma linha do tempo que evidencia repetições, leituras e revisões. A mostra destaca a prática de duplicar trabalhos e criar novas leituras a partir de leituras anteriores, incluindo objetos que foram confundidos com itens domésticos.
A curadoria foi conduzida por Ann Temkin (MoMA), com apoio de Michelle Kuo e Matthew Affron (Philadelphia Art Museum). O atraso de desenvolvimento ocorreu em meio à pandemia, retocando o calendário original da exposição.
Leva da mostra: o que se vê
A coleção reúne cerca de 300 peças, incluindo pinturas de movimento como Nude Descending a Staircase, No. 2 (1912), e readymades emblemáticos como Fountain (1917). A apresentação enfatiza a ideia de que as obras são produzidas e reiteradas pelo próprio Duchamp e por outros.
Dentre os destaques, o visitante terá acesso a readymades que, ao longo do tempo, perderam a função inicial e foram restauradas pela curadoria como peças autônomas. A mostra também contempla o conjunto final Étant donnés (1946-66), que fecha o percurso.
A exposição propõe uma leitura inusitada: o museu não exibirá fisicamente os originais de algumas peças, apenas as reproduções. O objetivo é evidenciar o ciclo de criação, duplicação e revisão que caracterizou a carreira do artista.
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