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Morte de bebê em BH revela violência infantil e padrão alarmante no país

Caso em BH acende alerta sobre violência infantil; estudo da UFMG mostra que 88,3% dos casos ocorrem no lar, com familiares como principais agressores

Vulnerabilidade social e a falta de redes de apoio contribuem para casos de negligência e maus-tratos
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  • Em Belo Horizonte, um bebê de 1 ano e 8 meses morreu; a mãe e o padrasto foram presos em flagrante, com a perícia indicando violência e desnutrição e o corpo passando pelo IML.
  • O caso dialoga com estudo da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais que analisou 38.899 ocorrências de violência contra crianças de 0 a 9 anos, usando dados SINAN de 2022.
  • Em oitenta e oito vírgula três por cento dos casos, a violência ocorre dentro da própria casa da vítima.
  • Os agressores mais frequentes são pessoas do círculo íntimo: a mãe, 51,7%, o pai, 40%, e o padrasto, 6,2%.
  • Entre crianças de 0 a 1 ano, a violência é principalmente negligência pelos pais; já entre 6 e 9 anos, predomina a violência física e psicológica, muitas vezes envolvendo o padrasto.

Na última quarta-feira, a Polícia Civil de Minas Gerais prendeu em Belo Horizonte um casal suspeito pela morte de um bebê de 1 ano e 8 meses, ainda que chegou sem vida à UPA Oeste. A perícia apontou sinais de violência e desnutrição no corpo da criança. O padrasto, de 32 anos, será acusado de homicídio qualificado, enquanto a mãe, de 26, responde por maus-tratos com resultado morte, por omissão diante das agressões.

Testemunhas e vizinhos colaboraram com a investigação. O casal foi autuado após reconhecimento do corpo no Instituto Médico Legal (IML). O pai biológico, Warley Carlos dos Santos, afirmou que ainda não pôde enterrar o filho devido à recusa da mãe presa em fornecer a documentação necessária para o atestado de óbito.

Warley relatou ainda que tem outro filho com a mulher, que supostamente foi encaminhado a um abrigo. Ele buscava informações sobre o paradeiro da criança, enquanto aguardava orientações oficiais sobre o local de acolhimento.

Retrato da Violência no Brasil

A pesquisa da Escola de Enfermagem da UFMG, baseada em dados do SINAN de 2022, analisou 38.899 casos de violência contra crianças de 0 a 9 anos. A maioria ocorre dentro da residência das vítimas.

  • 88,3% dos casos acontecem no ambiente doméstico, destacando o lar como principal cenário de risco.
  • Agressores são, em sua maioria, membros do círculo próximo: mãe 51,7%, pai 40%, padrasto 6,2%.
  • Faixas etárias mostram padrões distintos: neonatos e bebê(s) de 0 a 1 ano sofrem mais negligência doméstica; crianças de 6 a 9 anos enfrentam violência física e psicológica, com participação maior de padrastos.

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