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MP-RJ denuncia 6 por espancamento de capivara no Rio de Janeiro

MP-RJ denuncia seis por espancamento de capivara na Ilha do Governador; dano de R$ 44.632,57 e acusação por maus-tratos, caça ilegal e corrupção de menores

O espancamento causou “graves lesões, incluindo traumatismo craniano e lesão ocular severa” na capivara, conforme laudo veterinário anexado aos autos
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  • O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou seis homens por espancamento de uma capivara na madrugada de 21 de março, no bairro Jardim Guanabara, Ilha do Governador.
  • Eles respondem por maus-tratos com crueldade, caça ilegal de animal silvestre, corrupção de menores e associação criminosa, com prisão preventiva decretada após audiência.
  • O grupo teria agido de forma coordenada, com a participação de dois adolescentes, ao cercar o animal com pedras e, usando pedaços de madeira com pregos, resultar em lesões graves, incluindo traumatismo craniano e lesão ocular severa.
  • A ação foi filmada pelos acusados, que teriam demonstrado deboche durante o sofrimento do animal; pedras também atingiram veículos estacionados, causando danos ao patrimônio.
  • O laudo técnico estima o dano em quarenta e quatro mil, seiscentos e trinta e dois reais e cinquenta e sete centavos, com pedido de reparação ambiental, moral coletiva e materiais para atendimento veterinário, recuperação animal e o Fundo Estadual de Meio Ambiente.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou seis homens por espancamento de uma capivara na madrugada de 21 de março, no bairro Jardim Guanabara, Ilha do Governador, zona norte. A ação envolve maus-tratos com crueldade, caça ilegal de animal silvestre, corrupção de menores e associação criminosa. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva após audiência no fim de março.

Identidades e participação

Os denunciados são Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Sousa Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo. Segundo o MP, atuaram de forma consciente e coordenada, com a participação de dois adolescentes, ao cercar e atacar o animal com pedras e pedaços de madeira com pregos.

Gravidade do dano ao animal

O espancamento resultou em graves lesões, incluindo traumatismo craniano e lesão ocular severa, conforme laudo veterinário anexado aos autos. A ação ocorreu sem autorização, configurando caça ilegal de animal silvestre. Além disso, os suspeitos filmaram as agressões e demonstraram deboche durante o ataque.

Desdobramentos e danos a terceiros

Pedras arremessadas também atingiram veículos estacionados, causando danos ao patrimônio. A investigação da Polícia Civil levou à identificação e localização dos suspeitos, que reconheceram o crime no momento da prisão. Alegaram que pretendiam abatê-lo para consumo.

Indícios e reparação civil

Há indícios de reiteração criminosa, com uma testemunha reconhecendo um dos acusados como autor de agressões contra outra capivara poucos dias antes, no mesmo bairro. Na esfera cível, o MP pediu a fixação de valor mínimo para reparação de danos ambientais, morais coletivos e materiais, estimado em 44.632,57 reais.

Destinação dos recursos

Os recursos devem ser destinados a instituições de atendimento veterinário e recuperação animal, além do Fundo Estadual de Meio Ambiente.

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