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MPRJ denuncia agressores de capivara na Ilha do Governador, RJ

MPRJ denuncia seis homens e dois adolescentes por espancamento de capivara na Ilha do Governador; maus-tratos, caça ilegal e danos ao patrimônio

Capivara agredida por homens. Foto: CRAS/Divulgação
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  • O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou seis homens por espancar uma capivara com pedaços de pau e pedras na madrugada de 21 de março, em Jardim Guanabara, Ilha do Governador.
  • Eles são apontados por maus-tratos com crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa; a prisão em flagrante foi convertida em preventiva após audiência no fim de março.
  • A denúncia afirma a participação de dois adolescentes, a ação foi filmada e houve deboches durante o sofrimento do animal; pedras arremessadas também atingiram veículos no local.
  • Os suspeitos teriam admitido o crime durante a prisão, alegando a intenção de abater o animal para consumo; há indícios de reiteração criminosa.
  • O MP pediu indenização mínima de R$ 44.632,57 por danos ambientais, morais coletivos e materiais, com recursos destinados a atendimento veterinário e ao Fundo Estadual de Meio Ambiente.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou seis homens que espancaram uma capivara na madrugada de 21 de março, no Jardim Guanabara, Ilha do Governador, na zona norte da cidade. A ação, realizada sem autorização,还 foi classificada como caça ilegal e maus-tratos com crueldade. Dois adolescentes teriam participação.

Os denunciados são Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo. Todos tiveram prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia, no fim de março.

Detalhes da denúncia

Conforme o Ministério Público, os suspeitos agiram de forma coordenada com a participação dos adolescentes, cercando e atacando o animal com pedras e madeira com pregos. O espancamento provocou traumatismo craniano e lesão ocular severa, conforme laudo veterinário.

As agressões teriam sido filmadas, e houve deboche durante o sofrimento da capivara. Além disso, pedras arremessadas atingiram veículos estacionados no local, gerando danos ao patrimônio.

A denúncia aponta que os suspeitos admitiram o crime na prisão, alegando que pretendiam abater o animal para consumo. Há indícios de reiteração criminosa, com uma testemunha identificando um dos acusados em agressões anteriores à mesma capivara, no mesmo bairro.

Reparação de danos

Na esfera cível, o MP requisita a fixação de valor mínimo para reparação dos danos ambientais, morais coletivos e materiais. O laudo de valoração estimou prejuízo em R$ 44.632,57, a ser destinado a instituições veterinárias e ao Fundo Estadual de Meio Ambiente.

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