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MPRJ denuncia agressores de capivara na Ilha do Governador

MP denuncia seis homens por espancamento de capivara na Ilha do Governador, com crueldade e participação de dois adolescentes; lesões graves e danos ao patrimônio

Capivara agredida sofreu traumatismo craniano e grave lesão no olho
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  • O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou seis homens por espancamento de uma capivara na Ilha do Governador, Jardim Guanabara, na madrugada de 21 de março.
  • Os crimes listados são maus-tratos com crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa; a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
  • A denúncia aponta que a ação ocorreu de forma coordenada com a participação de dois adolescentes, que atacaram o animal com pedras e madeira com pregos.
  • O ataque deixou traumas graves, incluindo traumatismo craniano e lesão ocular severa, e houve registro de filmagem e deboche durante o sofrimento do animal.
  • Também houve dano a veículos e a Polícia Civil identificou e deteve os suspeitos, que teriam admitido o crime; há indícios de reiteração criminosa e o MP solicita reparação de danos no valor de R$ 44.632,57.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou seis homens pela agressão a uma capivara na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro. O crime ocorreu na madrugada do dia 21 de março, no bairro Jardim Guanabara, com o uso de paus e pedras. A denúncia envolve maus-tratos com crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa.

Segundo o MP, a ação foi planejada de forma coordenada, com a participação de dois adolescentes. A capivara foi cercada e atacada com objetos contundentes, sem qualquer autorização legal. O laudo veterinário aponta traumatismo craniano e lesão ocular severa.

Os responsáveis teriam filmado as agressões, segundo a denúncia, além de demonstrar deboche durante o sofrimento do animal. Também houve dano a veículos estacionados na região devido aos arremessos de pedras.

Conduta e desdobramentos

Após diligências da Polícia Civil, os suspeitos foram identificados e presos em flagrante, com a prisão convertida em preventiva em audiência de custódia realizada no fim de março. A defesa sustenta que houve intenção de abater o animal para consumo.

Há indícios de reiteração criminosa, já que uma testemunha reconheceu um dos acusados como autor de agressões a outra capivara pouco tempo antes, no mesmo bairro. O MP também requereu a fixação de compensação ambiental.

Na esfera cível, o Ministério Público pediu a reparação mínima pelos danos ambientais, morais coletivos e materiais. O valor estimado para reparo envolve R$ 44.632,57, conforme laudo técnico de valoração de danos à fauna, a ser destinado a atendimento veterinário e recuperação do animal.

Destinação dos recursos

Os recursos devidos devem ser direcionados a instituições de apoio à fauna e ao meio ambiente, conforme determinação do MP. A ação visa reparar os danos causados e reforçar medidas de proteção à vida silvestre na região.

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