- Pai da filha da soldado Gisele Alves Santana revelou, pela primeira vez, a pensão que a menina recebe após a morte da mãe.
- Gisele Alves Santana, 32 anos, morreu em 18 de fevereiro no Brás, em São Paulo; o casamento era com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, que está preso desde 18 de março por feminicídio e fraude processual.
- A guarda da filha de sete anos ficou com o pai da soldado, que informou que a pensão foi depositada no valor de 2.100 reais por mês, totalizando 7.100 reais em três meses.
- O valor esperado era de 2.500 reais mensais; o advogado da família afirmou que serão tomadas medidas legais para assegurar uma pensão digna à menina.
- O tenente-coronel Neto foi transferido para a reserva em 2 de abril, passando a receber o regime previdenciário, com salário estimado em cerca de 21 mil reais, caso não haja condenação definitiva.
O pai da filha da soldado Gisele Alves Santana rompeu o silêncio para falar sobre a pensão da criança. A declaração ocorreu após o desfecho judicial envolvendo a guarda e a pensão, em meio a investigações sobre o falecimento de Gisele.
Gisele, 32 anos, era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, 53. Ela morreu em 18 de fevereiro, no Brás, em São Paulo, onde o casal vivia com a filha de sete anos. A versão apresentada pelo marido foi contestada por perícias e testemunhas.
Segundo apuração, o filho de Gisele permanece sob responsabilidade do pai, com o benefício financeiro alvo de disputa. O Ministério Público e a defesa trabalham para assegurar a pensão conforme o tempo de serviço e contribuição da falecida.
Valor da pensão e andamento do processo
O pai da menina confirmou, por meio do advogado da família, que a pensão foi depositada e o valor mensal ficou em 2100 reais. O montante total de três meses somaria 7100 reais, segundo o banco.
A defesa afirma que o objetivo é garantir uma renda estável para a criança, buscando reajustes cabíveis e eventual melhoria no benefício, conforme legislação aplicável. A guarda permanece com o pai da pequena.
Situação jurídica do tenente-coronel Neto
O tenente-coronel Neto está preso desde 18 de março, indiciado por feminicídio e fraude processual. O salário dele foi suspenso após a prisão, e, em 2 de abril, ele se aposentou, passando para o regime previdenciário do estado (SPPrev).
Caso haja condenação ou perda da patente, o TJM-SP decidirá sobre eventual continuidade da remuneração. Enquanto isso, a filha de Gisele recebe a pensão já prevista, com os trâmites legais em curso.
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