- O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, disse que gostaria de pedir ao rei Charles III a devolução do diamante Koh-i-Noor à Índia.
- O diamante de 105 quilates faz parte das Joias da Coroa britânicas e cuja propriedade é disputada pela Índia.
- Mamdani fez o comentário em uma coletiva de imprensa, horas antes de encontrar Charles numa cerimônia em homenagem às vítimas de 11 de setembro; não está claro se o tema foi abordado no encontro.
- Charles e Camilla estão em uma visita de quatro dias aos Estados Unidos, iniciada na segunda-feira.
- A Índia tem reiterado o pedido de devolução, afirmando que o Koh-i-Noor tem raízes históricas no país; o diamante foi refeito em 1851 e não foi usado na coroação de Camilla.
Mamdani, prefeito de Nova York, afirmou que gostaria de pedir a King Charles a devolução do Koh-i-Noor, diamante de 105 quilates. A declaração saiu em uma coletiva de imprensa, horas antes de ele encontrar o monarca em uma cerimônia em memória às vítimas de 11 de setembro, nos Estados Unidos.
O diamante faz parte das Joias da Coroa Britânica e é alvo de disputa com a Índia, que reivindica propriedade desde o período colonial. A Índia descreve o Koh-i-Noor como uma peça histórica valiosa com fortes raízes no país.
A visita de Charles III e da rainha Camilla aos EUA dura quatro dias, iniciada na segunda-feira, segundo a imprensa britânica. Mamdani encontrou o rei no evento público, mas não há confirmação sobre se o tema da devolução foi abordado.
Contexto histórico
O Koh-i-Noor tem uma trajetória marcada por conquistas entre impérios e dinastias ao longo de séculos. Originário de minas em Golconda, na Índia, foi entregue aos britânicos em 1849 após a guerra anglo-sikh.
A peça passou por recortes históricos; o tamanho atual é de 105 carretes, após uma reformulação no século XIX. Hoje está fixada na coroa da Rainha Mãe, usada em cerimônias reais.
Repercussões internacionais
A Índia já reivindicou a devolução repetidamente, destacando que a posse britânica seria associada a injustiças do período colonial. Em contrapartida, autoridades britânicas já apontaram que o diamante foi adquirido de forma legal sob acordos da época.
Na imprensa, a história repercute como símbolo de tensões entre passado colonial e debates sobre restituição de bens culturais. Especialistas ressaltam que o tema envolve questões diplomáticas complexas entre ambos os países.
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