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Congonhas completa 90 anos e define o futuro do aeroporto paulistano

Congonhas completa noventa anos sob modernização para ampliar capacidade, mantendo identidade histórica em meio à expansão urbana

Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é um dos mais movimentados do país
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  • Congonhas completou 90 anos em 12 de abril de 1936 e hoje está cercado por áreas densamente urbanizadas na zona sul de São Paulo.
  • Em 1959, o aeroporto inaugurou a ponte aérea entre São Paulo e Rio de Janeiro, uma das rotas mais lucrativas da aviação brasileira; hoje a disputa entre empresas é acirrada.
  • A história do terminal inclui crises e acidentes graves, como o 31 de outubro de 1996 (Fokker 100 da TAM, 99 mortos) e o acidente de 2007 (TAM 3054, 199 mortos).
  • Desde 2023, a concessionária Aena atua na modernização do aeroporto, com restauração de obras de arte, reconfiguração de áreas para aviação comercial e executiva, além de ampliar espaços comerciais e a infraestrutura.
  • Dados atuais: 44 operações por hora (40 comerciais e 4 aviação geral), aumento previsto de áreas comerciais para cerca de 20 mil m² adicionais e expansão da área de passageiros de 40 mil m² para cerca de 105 mil m²; em 2025 foram 24 milhões de passageiros e 214.916 pousos e decolagens.

O Aeroporto de São Paulo/Congonhas celebra 90 anos desde a sua inauguração, em 12 de abril de 1936. Localizado na zona sul, cresceu junto com a cidade e hoje opera em meio a um dos bairros mais densamente povoados da capital. A convivência com áreas residenciais impõe limitações de operação.

No início, Congonhas ficava distante do centro e foi escolhido pela visibilidade, drenagem e pelo afastamento da expansão urbana. Com o tempo, Moema e Campo Belo cercaram as pistas, estreitando o contato com os moradores.

História em constante transformação

Na década de 1930, o Campo de Marte não atendia às demandas comerciais, levando à criação de Congonhas. A escolha combinou logística e crescimento da aviação na cidade, impulsionando o eixo estratégico entre São Paulo e outras regiões.

A ponte aérea com o Rio de Janeiro, iniciada em 1959, consolidou Congonhas como rota-chave para voos frequentes entre as duas maiores metrópoles, ajudando a moldar o panoramo da aviação nacional.

O aeroporto das grandes companhias

Ao longo das décadas, Congonhas abrigou operações de diversas transportadoras. Hoje, Azul, Gol e Latam dominam o fluxo de voos no terminal, que já recebeu Varig, Vasp, Cruzeiro do Sul, Transbrasil, TAM, Avianca, Pantanal e Passaredo.

Crises históricas e lições de segurança

Entre 1996 e 2007, dois acidentes marcantes deixaram profundas reflexões sobre segurança e infraestrutura. O Fokker 100 da TAM, em 1996, deixou 99 mortos; o TAM 3054, em 2007, causou 199 mortes e acelerou mudanças regulatórias.

Após esses episódios, autoridades implementaram restrições operacionais, melhorias na pista e novas normas para condições de pista molhada, além de reestruturações na circulação de aeronaves no entorno.

Congonhas hoje e o que vem por aí

Desde 2023, a concessionária Aena investe na modernização sem descaracterizar o patrimônio histórico. O foco é ampliar pátio, criar novas pistas de taxiamento e modernizar o terminal, preservando áreas tombadas.

A área de passageiros deve crescer de 40 mil m² para cerca de 105 mil m². Espaços comerciais devem ocupar boa parte do novo piso, com previsão de atrair marcas internacionais e ampliar a receita do aeroporto.

Desafios e o futuro do complexo

O espaço de apenas 1,5 km² impõe limites à expansão. A reconfiguração de áreas entre aviação comercial e executiva visa otimizar operações, mantendo a pista principal para o tráfego regular e dirigindo a aviação executiva para a pista secundária.

Mesmo com as obras, Congonhas depende do equilíbrio entre capacidade operacional e preservação histórica, buscando manter a identidade do aeroporto como referência da aviação brasileira.

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