- Começa nesta segunda-feira, 13, o julgamento dos acusados de matar a família da cabeleireira Elizamar Silva, em crime ocorrido entre fim de dois mil e vinte e dois e início de dois mil e vinte e três no Distrito Federal.
- Os crimes teriam sido movidos pela cobiça por uma chácara da família, envolvendo cárcere privado, extorsão e dez homicídios.
- Entre as vítimas estavam Elizamar, seus três filhos, o marido de Elizamar, os pais de Thiago, a irmã de Thiago e a ex-mulher e filha dele; menores não podem ser identificados.
- A investigação indica cativeiro em Planaltina; corpos foram encontrados em veículos incendiados em Goiás e em Minas Gerais, com novas descobertas nos dias seguintes.
- Os quatro acusados são Gideon Batista de Sivilla, Horácio Carlos Ferreira, Carlom dos Santos e Fabrício Silva Canhedo; as penas podem somar mais de trezentos anos de reclusão.
Começa nesta segunda-feira (13) o julgamento de acusados de assassinar a família da cabeleireira Elizamar Silva. Os crimes, ocorridos entre fim de 2022 e início de 2023, teriam sido motivados pela cobiça por uma chácara da vítima. A tragédia é considerada a maior chacina da história do Distrito Federal.
O grupo teriam sequestrado, extorquido e assassinado dez membros da mesma família. Elizamar e três filhos — Gabriel, Rafael e Alice — estavam entre as vítimas. Também foram assassinados Thiago Belchior, marido de Elizamar, e familiares de seu esposo.
O desfecho começou com o desaparecimento em janeiro de 2023. O carro de Elizamar foi encontrado queimado em Cristalina, Goiás, com quatro corpos dentro. Em seguida, um segundo veículo da família apareceu incendiado em Minas Gerais, com dois corpos femininos.
A investigação levou à localização de um cativeiro em Planaltina, onde o corpo de Marcos Antônio Belchior foi encontrado em 18 de janeiro, seis dias após o sumiço. Em 24 de janeiro, Thiago Belchior apareceu em um reservatório de água, também em Planaltina.
Motivação e desdobramentos
Os investigadores apontam que os criminosos buscavam cerca de 400 mil reais, provenientes da venda de uma casa e de economias da família. No cativeiro, as vítimas eram pressionadas a fornecer senhas e dados bancários.
Os suspeitos utilizavam os celulares das vítimas para se passarem por familiares ausentes e acalmar conhecidos, atraindo outros membros para a fraude. A atuação era liderada por pessoas próximas a Marcos Antônio Belchior.
Entre os réus estão Gideon Batista de Sivilla, apontado como mentor; Horácio Carlos Ferreira, responsável pelo cativeiro; Carlomam dos Santos, com participação nos assassinatos e ocultação de corpos; e Fabrício Silva Canhedo, que fazia a vigilância do cativeiro e oferecia apoio logístico.
As penas possíveis somam mais de 300 anos de reclusão, caso haja condenação. Os crimes listados abrangem homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menores.
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