- Em março, o Grande Rio registrou 148 ocorrências de disparos, com 139 pessoas atingidas no acumulado do ano, 72 mortes e 67 feridos.
- Ações policiais responderam por 51% dos tiroteios do mês (76 ocorrências), resultando em 78 baleados nesses episódios, acima de março de 2025 (48).
- Houve casos de balas perdidas: ao menos oito pessoas atingidas, sendo quatro durante ações policiais.
- Em roubos e tentativas de roubo, o número de baleados subiu de oito para 16 em um ano; na Avenida das Américas, Barra da Tijuca, houve episódio de balas em tentativa de assalto; a região Sudoeste teve seis vítimas.
- Entre os municípios, o Rio concentrou 93 tiroteios (49 mortos, 40 feridos); São Gonçalo teve 18 ocorrências (3 mortos, 10 feridos); Niterói, 11 (5 mortos, 4 feridos). Dados são do relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado.
O Rio de Janeiro registrou aumento de baleados em março, mesmo com a queda dos tiroteios. O levantamento do Instituto Fogo Cruzado aponta 148 ocorrências de disparos no mês, ante 170 em março de 2025. Em 2026, o total de baleados chegou a 139, com 72 mortos e 67 feridos.
A pesquisa aponta que as ações policiais concentraram mais da metade dos tiroteios ocorridos no mês, somando 76 casos ou 51% do total. Nessas situações, 78 pessoas foram baleadas, número superior ao verificado em março de 2025 (48).
Casos de roubo e tentativa de roubo também contribuíram para o aumento de baleados: o total subiu de oito para 16 no último ano. Um dos episódios ocorreu na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca.
Distribuição por região
A Região Metropolitana registrou 93 tiroteios no conjunto, com 49 mortes e 40 feridos. Em São Gonçalo foram 18 ocorrências (3 mortos e 10 feridos) e em Niterói houve 11 casos (5 mortos, 4 feridos). Duque de Caxias teve cinco tiroteios, com um morto e dois feridos.
Taquara, em Jacarepaguá, liderou o ranking de bairros com oito tiroteios, seguido por Fonseca, em Niterói, com sete casos. Cascadura, Curicica e Campo Grande aparecem entre os locais com maior registro, respectivamente, de tiroteios e vítimas.
Os dados integram o relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado sobre violência armada na região metropolitana, e visam mapear padrões de ocorrência para políticas públicas de segurança.
Entre na conversa da comunidade