- Cerimônia no Memorial do Holocausto de São Paulo homenageou sobreviventes e abriu a exposição “Eles nos deram esperança de novo”.
- A mostra reúne documentos e imagens da Segunda Guerra Mundial.
- George Legmann, 81 anos, filho de sobreviventes, nasceu no campo ligado a Dachau e foi levado a Landsberg; faz parte do grupo “os bebês de Dachau”.
- Durante o Yom HaShoá, Gabriela Fleury destacou que a atual segunda geração pode ser uma das últimas a conviver com sobreviventes.
- Célia Parnes alertou sobre o aumento do antissemitismo; Rafael Erdreich, cônsul de Israel no Brasil, disse que a mensagem é não esquecer e educar as novas gerações.
Em São Paulo, uma cerimônia no Memorial do Holocausto homenageou sobreviventes do Holocausto e marcou a abertura da exposição Eles nos deram esperança de novo, que reúne documentos e imagens da Segunda Guerra Mundial. O ato ocorreu durante a semana dedicada à memória do Holocausto, reforçando a luta contra o ódio e o antissemitismo.
Entre os homenageados, destaca-se George Legmann, 81 anos, filho de sobreviventes. Nascido em um campo de concentração ligado ao Dachau e transferido ainda bebê para Landsberg, ele integra o grupo conhecido como os “bebês de Dachau”, símbolo de vida que emergiu após a tragédia. A história de sua família é apresentada como exemplar pela imprensa e pela organização do evento.
A cerimônia contou com participação de jovens, aos quais foi realizada a leitura de relatos durante o Yom HaShoá. Segundo Gabriela Fleury, a geração atual poderá ser uma das últimas a conviver com sobreviventes, ressaltando a importância de preservar memórias vivas. Já Célia Parnes alertou para o aumento do antissemitismo e a consequência de expor o ódio sem custo reputacional.
A exposição no Memorial do Holocausto de São Paulo reúne, inclusive, documentos e imagens da Segunda Guerra Mundial, contextualizando passagens históricas e trajetórias de vítimas. O evento tem como objetivo manter viva a memória e promover educação sobre os impactos do Holocausto para prevenir repetição de graves violações.
Para o cônsul de Israel no Brasil, Rafael Erdreich, a mensagem central é não esquecer: é essencial educar as novas gerações para que tais episódios não voltem a ocorrer. O ato enfatizou a necessidade de vigilância contra discursos de ódio e de promover uma sociedade mais tolerante e informada.
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