- A Montagne de Reims é uma faixa de quinze a trinta quilômetros ao norte de Reims, com solos e exposições diversas que geram estilos distintos no norte e no sul.
- No norte, vilarejos como Mailly, Verzenay e Verzy são conhecidos pela elegância e longevidade, com Verzenay usado pela Maison para Blanc de Noirs; Bouzy fica entre as primeiras a amadurecer e Ludes entre as últimas.
- No sul, Bouzy e Ambonnay concentram Pinot Noir vermelho e vinhos mais potentes, enquanto Meunier aparece como raridade nos terroirs de Ludes, Chigny-les-Roses e Rilly-la-Montagne.
- Chardonnay de bordos leste, como Trépail e Villers-Marmery, tem reconhecimento crescente, com cuvées de prestige buscando essa expressividade.
- O ano de 2019 é destacado como vinhicultura especial, com o norte mantendo energia em anos de calor e o sul lidando com a potência em vinhedos mais quentes; a matéria observa várias safras relevantes em diferentes faces da Montagne de Reims.
Montagne de Reims forma uma linha norte-sul que divide as sub-regiões de Champagne. A paisagem de encostas calcárias define estilos e élevage, com nomes que viram referência na região. A diversidade de solos e exposições desafia rótulos simples.
Na face norte, predomina elegância, frescor e precisão. Vilarejos como Mailly, Verzenay e Verzy moldam grandes crus, protegidos pela própria elevação da Montagne. Vínculos históricos incluem monges e aristocratas que plantaram vinhedos no passado.
Em Verzenay, a proximidade com o litoral e o vento influenciam a textura dos tintos e brancos. A maison Louis Roederer destaca Verzenay pela estrutura, enquanto Verzy oferece perfil mais delicado, com impacto do bosque nos vinhedos.
Na vizinhança, Mailly Grand Cru abriga uma das cooperativas mais antigas de Champagne, produzindo Pinot Noir enérgico e de boa capacidade de guarda. A prática de conservar elegância em vinhos brancos de Pinot Noir é comum entre produtores locais.
A face norte ainda preserva Pinot Noir para Blancs de Noir de alta qualidade, usados em blends ou como roturas de estilo em alguns rótulos de prestige. A versatilidade da fruta é valorizada pelos growers da região.
Na face sul, o clima ensolarado e a exposição favorecem generosidade e poder. Bouzy e Ambonnay destacam-se pela presença de Pinot Noir tenso, ideal para rosés intensos e vins de reserva com estrutura.
Durante anos de alterações climáticas, Bouzy demonstra rapidez de aquecimento pela manhã, o que ajuda a secar e aquecer as uvas, equilibrando safras com verões quentes. Cenários de 2021 e 2024 sinalizam esse comportamento.
Margem sul: a viticultura foca no manejo da força da Pinot Noir, com seleção de material de vinha e práticas de campo mais cuidadosas. Produtores de topo já apostam em vinificação mais controlada para manter elegância.
Além do Pinot Noir, a Montagne abriga Chardonnay de alta qualidade em Trépail e Villers-Marmery, regiões leste que lembram Côte des Blancs. Grandes cuvées recorrem a esses brancos para presença mineral e acidez.
Em Meunier, as áreas frias de Ludes, Chigny-les-Roses e Rilly-la-Montagne mostram frescor incomum para a variedade. Mesmo longe das planícies de Marne, o chalk confere nervo e vivacidade às uvas.
Para quem pesquisa safras, 2019 é apontada como vintage especial na Montagne de Reims, com fruta mais expressiva e equilíbrio entre acidez e doçura. Produtores destacam esse ano como marcante.
Resumo: a Montagne de Reims oferece duas faces distintas, cada uma com estilos e equipes distintas. Norte privilegia energia e elegância, sul prioriza potência e maturação. A escolha depende do perfil desejado pelo consumidor.
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