- Golpistas passam a oferecer atestados médicos falsos pela internet, além de ações nas ruas das grandes cidades.
- Sites e aplicativos de mensagens vendem dispensas de até dez dias em minutos, com preço próximo de R$ 90.
- A prática já é alvo de investigação e autoridades/órgãos entram com representação judicial para retirar as páginas do ar.
- Vender ou usar atestados falsos é crime; médicos podem pegar até um ano de prisão, quem falsificar ou usar registro alheio pode ter até seis anos; quem compra também pode ser punido.
- Empresas podem checar a autenticidade junto aos conselhos regionais de medicina.
O golpe envolve a oferta de atestados médicos falsos pela internet, prática que vem se expandindo além das ruas centrais das grandes cidades. Sites e aplicativos de mensagens passaram a facilitar a compra de documentos sem validade real, prometendo afastamentos de até dez dias em poucos minutos.
Segundo o Jornal da Record, páginas e grupos de transmissão divulgam opções de atestados com escolha de sintomas e período do afastamento. Um atestado de dez dias é anunciado por cerca de R$ 90, e o cliente recebe o documento mediante pagamento.
A atividade é apurada como crime pela prática de falsificação ou uso de documento alheio. O CRM afirma que muitos nomes citados são inexistentes e que a apuração ainda ocorre. A punição pode chegar a até seis anos para quem falsifica; a compra também pode gerar responsabilização.
Riscos e penalidades
Médicos envolvidos podem responder por crime e perder o registro profissional, com penas que variam conforme o caso. Pessoas que adquirem atestados falsos também estão sujeitas a sanções legais e civis.
Empresas podem checar a autenticidade junto aos conselhos regionais de medicina, buscando confirmar a validade do documento e identificar irregularidades. A orientação é evitar qualquer documento sem verificação formal.
Entre na conversa da comunidade