- Um comandante italiano pediu a homologação de um protesto marítimo na Justiça do Espírito Santo após o navio enfrentar ondas de cerca de sete metros, em outubro de 2025, na rota para o porto de Vitória.
- A embarcação sofreu colapso de três contêineres e danos a veículos vinculados à carga durante o mau tempo.
- O registro do incidente foi feito no diário de bordo, e, ao atracar em Vila Velha, houve a busca pela ratificação judicial para conservar direitos.
- A medida, similar ao registro de sinistros de automóveis, visa resguardar o comandante para acionamento de seguros.
- A sentença homologada explica que a ratificação verifica a regularidade formal e a veracidade das declarações, sem definir ainda a responsabilidade civil, conforme a Súmula 392 do STF.
O capitão de uma embarcação de origem italiana acionou a Justiça do Espírito Santo para homologar um protesto marítimo após enfrentar condições climáticas extremas durante a viagem. O incidente ocorreu em outubro de 2025, quando o navio seguia rumo ao porto de Vitória, no Espírito Santo, e foi atingido por ondas de cerca de sete metros.
Segundo os autos da 2ª Vara Cível de Vila Velha, o mau tempo provocou o colapso de três contêineres e danos em veículos que faziam parte da carga, o que impactou a operação logística da embarcação. O comandante registrou o ocorrido no diário de bordo e, ao atracar no estado, solicitou a ratificação judicial como medida de proteção de direitos.
A ação tem finalidade de assegurar a conservação de direitos, permitindo ao comandante acionar seguradoras em eventual solução de sinistros. A ratificação serve para confirmar a regularidade formal do ato e a veracidade das declarações apresentadas no protesto.
Contexto jurídico
A sentença homologada pelo juízo de Vila Velha esclarece o papel da ratificação nesse tipo de registro. Conforme a Súmula 392 do STF, o procedimento é uma prova do sinistro, sem antecipar indenizações ou responsabilizações civis. A decisão não estabelece culpa nem determina reparos, apenas valida o ato inicial para fins de cobertura seguradora.
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