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Novo julgamento sobre a morte de Maradona começa na Argentina

Novo julgamento na Argentina acusa sete médicos de homicídio por negligência na morte de Diego Maradona; oitavo réu é julgado em júri separado

Foto de Maradona no estádio Ennio Tardini, em Parma, na Itália 12 de abril de 2026 REUTERS/Daniele Mascolo
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  • Novo julgamento sobre a morte de Diego Maradona começa na terça-feira (14), em San Isidro, Argentina, com sete membros da equipe médica acusados de homicídio por negligência.
  • Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após um ataque cardíaco durante recuperação de cirurgia no cérebro.
  • O caso anterior foi anulado após a renúncia de uma das juizas, que vazou ter sido filmada em corredor de tribunal para um documentário.
  • A acusação aponta violação de protocolos de tratamento; a defesa sustenta que a morte era resultado de problemas de saúde preexistentes.
  • Se condenados, os réus podem pegar de oito a vinte e cinco anos de prisão.

Um novo julgamento sobre a morte de Diego Maradona começa nesta terça-feira (14) na Argentina. Sete integrantes da equipe médica de Maradona respondem por homicídio por negligência, quase um ano após a anulação de um processo anterior.

Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após um ataque cardíaco ocorrido durante a recuperação de uma cirurgia para remover um coágulo sanguíneo no cérebro. O tribunal fica em San Isidro, próximo a Buenos Aires.

A promotoria acusa a equipe médica de violar protocolos de tratamento, enquanto a defesa sustenta que a morte foi resultado de problemas de saúde preexistentes. O júri incluirá psiquiatra, neurocirurgião, psicólogo, dois médicos e dois enfermeiros.

Os réus são a psiquiatra Agustina Cosachov, o neurocirurgião Leopoldo Luque, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, a médica Nancy Edith Forlini, os enfermeiros Ricardo Almirón e Mariano Ariel Perroni, e o médico Pedro Pablo Di Spagna. A enfermeira Dahiana Madrid responde em júri separado, ainda sem data.

O primeiro julgamento começou em março do ano passado, mas foi anulado dois meses depois após a renúncia de uma das juízas, Julieta Makintach, que apareceu em um documentário em filmagem nos corredores do tribunal. O novo processo reavalia estratégias legais.

Muitos testimonhos já foram colhidos, incluindo declarações dos filhos de Maradona e da ex-esposa Claudia Villafañe. Fotografias, vídeos e provas forenses devem integrar o debate, segundo a acusação.

Caso sejam condenados, os réus podem pegar penas de prisão que variam de oito a 25 anos. A defesa argumenta que a morte não pode ser atribuída apenas aos cuidados médicos, apontando para condições de saúde já existentes.

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