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Exposição em SP aponta o sertão como espaço de resistência

Exposição no CCBB SP redefine o sertão como espaço de resistência e defesa de direitos humanos, reunindo mais de setenta artistas

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  • Exposição Atlântico Sertão chega ao CCBB de São Paulo e fica disponível ao público a partir de quarta-feira, 15 de maio, reunindo trabalhos de mais de 70 artistas de diversas regiões.
  • A mostra propõe um novo significado para o sertão, visto como espaço ampliado de resistência em defesa dos direitos humanos, indo além da ideia tradicional de interior nordestino.
  • O projeto é assinado pela pesquisadora Marina Maciel e pelo Coletivo Atlântico, que já apresentou Atlântico Vermelho e Atlântico Floresta em outras etapas internacionais.
  • A exposição ocorre em seis eixos temáticos, com pinturas, esculturas, fotografias e instalações distribuídas pelos andares do CCBB, incluindo uma instalação inédita da artista biarritzzz no térreo.
  • Além da mostra, o CCBB SP neste período promover debates e atividades educativas sobre direitos humanos e reparação histórica; o projeto também prevê visitas a Salvador e Brasília nos próximos meses.

A exposição Atlântico Sertão chega a São Paulo e redefine o sertão como espaço de resistência. Aberta ao público nesta quarta-feira 15, no CCBB, a mostra questiona a noção de sertão existente nos mapas oficiais do IBGE e propõe um sentido ampliado para a região. A curadoria envolve o Coletivo Atlântico e direção de Marina Maciel.

Segundo os organizadores, o sertão aparece como construção imagética, ligada à experiência humana e às lutas por direitos humanos. A ideia é ampliar a leitura sobre o tema, partindo de Guimarães Rosa e das narrativas de comunidades historicamente marginalizadas.

Contexto e pesquisa

Atlântico Sertão se apoia em pesquisas de Marina Maciel, responsável pela direção geral do projeto. O movimento Atlântico, que originou o coletivo, atua como conjunto artístico, jurídico e político em defesa de direitos humanos por meio da arte. O foco é ampliar o campo de atuação artística.

Histórico do projeto Atlântico

O coletivo já publicou Atlântico Vermelho, apresentado em Genebra na ONU, em 2024, e Atlântico Floresta, durante o G20 no Rio de Janeiro. A proposta atual busca dar visibilidade a povos que resistem à opressão, usando a arte como meio de expressão e denúncia.

A mostra no CCBB

A exposição reúne obras de mais de 70 artistas de diversas regiões do país, distribuídas por todos os andares do CCBB. Além de Marcelo Campos, integram a curadoria Ariana Nuala, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita Vênus e Thayná Trindade.

Arranjo expositivo

A visita é estruturada em seis eixos temáticos. Em uma primeira sala, verde profundo remete à resistência rural; seguida por uma sala azul que aborda liberdade, cosmologias e práticas espirituais. Tonalidades laranja, vermelho e amarelo representam o pôr do sol e a luta diária.

Conexões culturais

O percurso traça relações entre terra e mar, heranças indígenas e africanas, saberes ancestrais e formas de organização social. Um núcleo dedicado à África reforça o trânsito de pessoas e saberes pelo Atlântico, enfatizando o sertão como território de circulação.

Intervenção no térreo

No piso inferior, a instalação inédita da artista biarritzzz ocupa o espaço com telas digitais em uma estrutura triangular, aludindo ao triângulo do forró e às sonoridades do deserto africano, segundo o curador.

Programação complementar

A programação do CCBB inclui debates com artistas e atividades educativas sobre direito ao sonho, reparação histórica e o papel da arte na defesa de direitos humanos. Após São Paulo, a mostra segue para Salvador e Brasília, em 2027.

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