- Pai da filha da soldado Gisele Alves Santana revelou problemas na pensão da menina após a morte da mãe, ocorrida em São Paulo no dia 18 de fevereiro.
- O casal morava junto com a filha de sete anos, que estava com o pai no momento do incidente; o tenente-coronel Neto é o principal investigado pelo feminicídio, segundo as apurações.
- Neto foi indiciado e teve salário suspenso, mas se aposentou no dia 2 de abril, passando a integrar o regime previdenciário do estado (SPPrev) e a receber cerca de R$ 21 mil por mês.
- A pensão da menina, que deveria ser de cerca de R$ 2,5 mil, foi paga apenas no dia 8 de abril; a família contesta o valor e o prazo de recebimento.
- O advogado da família informou que houve confusão sobre o valor e os meses de pagamento, e que a SPPrev não forneceu informações transparentes, levando a buscar esclarecimentos formais.
O pai da filha da soldado Gisele Alves Santana revelou problemas na pensão da menina. A corporação informa que Gisele faleceu no dia 18 de fevereiro, em São Paulo, deixando a filha para trás. O marido na época era o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa.
Conforme apurado, a criança estava com o pai no momento da fatalidade. Investigação indica que o principal suspeito é o tenente-coronel Neto, que está detido desde 18 de março e indiciado por feminicídio e fraude processual. A defesa afirma que houve versão divergente sobre as circunstâncias.
O salário de Neto foi suspenso na detenção e ele se aposentou em 2 de abril, entrand o regime da SPPrev. A filha de Gisele tem direito a pensão, e o processo começou em 6 de março. A ajud a foi recebida apenas em 8 de abril, segundo informações da família.
Pensão da filha
O advogado da família, José Miguel Junior Silva, disse que o depósito corresponde a três meses, totalizando cerca de 7.100 reais, o que resulta em aproximadamente 2.100 reais por mês, abaixo dos 2.500 esperados. A defesa promete medidas legais para assegurar valor adequado.
O advogado também destacou dúvidas sobre o valor real da pensão, citando falta de clareza da SPPrev com o banco e com a família. A parte pretende esclarecer os meses de cumprimento e o total exato devido.
Segundo ele, a família aguarda confirmação oficial sobre os valores e sobre o tempo de pagamento, devido a falhas de comunicação entre SPPrev, banco e a defesa. O objetivo é assegurar o benefício integral à filha de Gisele.
Contexto processual
As investigações apontaram que a morte de Gisele ocorreu após a relação conjugal ser rompida. Neto permanece detido, e o caso tramita na Justiça, com defesa pedindo regularização de informações sobre os pagamentos de pensão.
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