- A Polícia Federal deflagrou operação que investiga lavagem de dinheiro do crime organizado por meio de jogos de azar e rifas ilegais, com 33 prisões em oito estados e no Distrito Federal.
- Dois cantores de grande público foram presos: MC Poze do Rodo, no Rio de Janeiro, e MC Ryan SP, em São Paulo; o empresário dele e o influenciador Chrys Dias também foram detidos.
- A investigação aponta uso de sites de apostas e criptomoedas para ocultar recursos de crimes, com movimentação estimada de R$ 1,6 bilhão em dois anos.
- Foram apreendidos relógios, armas, dinheiro vivo e veículos; os carros de luxo avaliados somam cerca de R$ 20 milhões.
- Parte das informações veio do celular de Rodrigo de Paula Morgado, apontado como contador do PCC.
A Polícia Federal deflagrou uma operação que investiga lavagem de dinheiro do crime organizado por meio de jogos de azar e rifas ilegais. A ação teve 200 agentes mobilizados, 33 prisões e 45 mandados de busca em oito estados e no Distrito Federal.
Entre os presos estão dois dos maiores nomes da música nacional, MC Poze do Rodo e MC Ryan SP, que tinham grande audiência nas plataformas digitais. Ryan SP foi detido em meio a uma festa realizada em Bertioga, São Paulo, enquanto Poze do Rodo foi preso no Rio de Janeiro, no condomínio onde mora.
Operação e desdobramentos
A investigação aponta que empresas associadas aos artistas teriam sido usadas na lavagem de dinheiro, com movimentação estimada de R$ 1,6 bilhão em dois anos. Parte das transações ocorreria por meio de sites de apostas e de criptomoedas.
Outros alvos incluem o empresário do artista e o influenciador Chrys Dias, com 15 milhões de seguidores, presos na mesma operação. Em Goiás, o influenciador Raphael Souza Oliveira, criador da página Choquei, também foi detido.
A PF afirma que pessoas públicas com grande alcance podem movimentar grandes quantias sem acionar de forma imediata os sistemas de compliance e bancos, tornando-se recrutáveis por organizações criminosas. No Rio de Janeiro, o contador do PCC, Rodrigo de Paula Morgado, aparece como peça-chave de parte do esquema.
Continuidade do processo
A operação informou apreensões de relógios, armas, dinheiro vivo e veículos, com avaliação de veículos de luxo em torno de R$ 20 milhões. Defesas de Ryan e Poze afirmam não ter acesso integral ao processo e pretendem se manifestar judicialmente.
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