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PF prende influenciadores suspeitos de lavagem de dinheiro

PF prende influenciadores na operação Narcofluxo; lavagem de dinheiro de mais de R$ 1,6 bilhão resulta em R$ 20 milhões em veículos apreendidos

São Paulo (SP), 15/04/2026 - Carros apreendidos na Operação Narcofluxo, que prendeu cantores e influencidadores. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
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  • PF prendeu MC Ryan SP e MC Poze do Rodo na Operação Narcofluxo, desdobramento da Narcobet, sob acusação de lavagem de dinheiro e transações ilegais que somam mais de R$ 1,6 bilhão.
  • A ação resultou no sequestro de bens e apreensão de veículos, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos e armas; 39 mandados de prisão temporária foram emitidos, 33 cumpridos até o momento.
  • Também foram presos os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, produtor de MC Ryan SP.
  • MC Ryan SP foi detido durante festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, e MC Poze do Rodo foi preso em casa no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro.
  • A operação ocorreu em nove estados, incluindo Rio de Janeiro, além de Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal; a investigação aponta uso de sistemas de pagamento legais, criptomoedas e “laranjas” para ocultar recursos.

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (15) os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo na operação Narcofluxo, desdobramento da narcobet, que mira lavagem de dinheiro e transações ilícitas superiores a 1,6 bilhão de reais. Entre os alvos, houve também a prisão de influenciadores ligados aos artistas.

A ação ocorreu em nove estados, com cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão. Veículos, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos e armas foram apreendidos. Um colar com imagem de Pablo Escobar também foi apreendido durante a operação.

A PF informou que a investigação envolve associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Justiça concedeu 39 mandados de prisão temporária e 4 de busca e apreensão; 33 já foram cumpridos e outras etapas seguem em andamento.

Narcofluxo

Segundo o delegado Marcelo Maceiras, a Narcofluxo investiga uma estrutura que movia dinheiro sujo por meio de empresas de apostas e rifas ilegais, com uso de criptomoedas e transações de alto valor. O grupo usava processadoras de pagamento para circular recursos.

A polícia aponta que o dinheiro era introduzido no sistema financeiro por meio de pessoas públicas, com ostentação de festas, veículos e imóveis, o que facilitava a ocultação dos recursos. Tinha como objetivo descentralizar ativos para dificultar o rastreamento.

A operação também atingiu Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal. Em cada região houve ações para cumprir ordens judiciais e cumprir o objetivo de interromper atividades ilícitas.

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