- O júri de Los Angeles determinou que a Meta e o Google paguem 6 milhões de dólares a Kaley G.M., jovem de 20 anos, por depressão e pensamentos suicidas atribuídos ao uso das plataformas.
- Em Novo México, a Meta foi condenada a pagar 375 milhões de dólares por alegações de enganar usuários sobre a segurança do Facebook e do Instagram, ao mesmo tempo em que permitia exploração sexual infantil.
- Os vereditos marcam os primeiros testes sobre a responsabilidade das Big Techs pelo design de apps acusados de viciar jovens.
- A reação jurídica mundial inclui ações contra redes sociais e restrições em outros países, como a Austrália, que proibiu menores de 16 anos de acessarem plataformas.
- Mesmo com restrições, dados indicam que ainda há uso significativo entre jovens, com quedas apenas moderadas no uso de TikTok e Snapchat entre adolescentes na Austrália.
A guerra jurídica contra as grandes redes sociais ganhou destaque nesta semana, com ações nos tribunais dos EUA que apontam danos à saúde mental de jovens. Meta Platforms, TikTok, Google e YouTube são cobradas por supostamente manterem designs viciantes que prendem a atenção de adolescentes e crianças. O debate sobre tempo de tela ganha novos contornos.
Em Los Angeles, o júri determinou que a Meta e o Google paguem 6 milhões de dólares a Kaley G.M., de 20 anos, que relata depressão e pensamentos suicidas ligados ao uso precoce de apps. A decisão responsabiliza as plataformas pela suposta negligência na construção de recursos que prendem a atenção sem alertas eficaz sobre riscos.
Separadamente, no Novo México, a Justiça afirmou que a Meta deve pagar 375 milhões de dólares por enganar usuários sobre a segurança do Facebook e do Instagram, ao mesmo tempo em que não coibiu a exploração sexual infantil nas plataformas. O processo foi movido pelo procurador-geral do estado.
Esses casos representam os primeiros a testar a responsabilização de Big Techs pelo design de apps acusados de prejudicar jovens. Além da Meta, empresas como Snapchat, YouTube e TikTok enfrentam milhares de ações em instâncias federais e estaduais por alegações semelhantes.
Segundo especialistas, a onda de litígios acompanha uma reação global às plataformas de mídia social em relação à saúde mental de menores. Em países como Austrália e Espanha, governos discutem ou implementam restrições para menores de idade, como forma de reduzir riscos.
Na prática australiana, a proibição não zerou o uso entre adolescentes; ainda assim, parte dos jovens continua ativo nas redes. Dados de uma indústria indicam que um quinto de quem tem menos de 16 anos ainda acessa as plataformas dois meses após a medida entrar em vigor.
As empresas de tecnologia afirmam manter políticas de cadastro com idade mínima de 13 anos. Defensores da proteção infantil criticam os controles, e dados de diversos países mostram presença de contas de menores em redes sociais, mesmo com regras de faixa etária.
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