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Bar vira espaço de cibersegurança disfarçada de festa para romper com big tech

Eventos como Break Up With Google promovem privacidade digital em bar, encontro e leitura, ensinando a reduzir a vigilância de grandes empresas tech

Imani Thompson helps a Break Up With Google event attender at Wonderville Bar in Brooklyn on Tuesday.
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  • Eventos chamados “Break Up With Google” acontecem em bares, como o Wonderville Bar, em Brooklyn, com a organização de Imani Thompson e do Cypurr Collective, misturando privacidade digital com música e socialização.
  • O objetivo é ensinar como mitigar a vigilância de grandes empresas de tecnologia, incluindo aprender a apagar dados de buscas e ajustar configurações de privacidade no celular.
  • As atividades acontecem também em outras cidades, como Los Angeles, Seattle, Atlanta e Pittsburgh, por meio de workshops, conferências e encontros que promovem plataformas mais seguras ou ferramentas de código aberto.
  • Pesquisas mostram que 61% dos americanos se preocupam com a segurança digital, mas apenas 33% dizem agir; os eventos buscam oferecer suporte e autonomia sem abandonar a tecnologia.
  • Grupos como Resist Tech Monopolies e a federação Co-op Cloud promovem alternativas livres e colaborativas, com iniciativas que vão desde ferramentas abertas até projetos comunitários de tecnologia.

Há um movimento que leva a privacidade digital para além das telas: encontros em bares, noites de vinho e grupos de leitura com foco em segurança cibernética. Em Brooklyn, no Wonderville Bar, Imani Thompson coordena um evento chamado Break Up With Google, junto com a coalizão de organização tecnológica de Nova York, a Cypurr Collective. O objetivo é ensinar formas de reduzir a exposição a dados em serviços de grandes empresas de tecnologia, sem perder a experiência social.

O formato mistura aprendizado prático com diversão. Enquanto DJ toca, os participantes discutem como mitigar vulnerabilidades, incluindo como ocultar dados pessoais de mecanismos de busca e ativar configurações de privacidade nos dispositivos. Thompson, aos 26 anos, já apresentou diversos encontros similares, e afirma que ambientes mais descontraídos facilitam o aprendizado sem a sensação de sala de aula.

O movimento já ganhou ventilação nacional, com oficinas, conferências e encontros em cidades como Los Angeles, Seattle, Atlanta e Pittsburgh. A proposta é oferecer ferramentas para que comunidades utilizem plataformas mais seguras ou até desenvolvam ferramentas próprias de código aberto, sob uma lógica de transparência e governança compartilhada.

A ideia é ampliar a autonomia digital dos cidadãos: pesquisas indicam que boa parte da população está preocupada com a privacidade, mas nem todos agem para protegê-la. Estudos citados mostram que a maior parte dos brasileiros e norte-americanos reconhece a importância da privacidade, ainda que a prática varie conforme o acesso a recursos e informações.

Por que reduzir a dependência de grandes plataformas

Especialistas apontam que serviços populares facilitam a vida, mas coletam dados que podem revelar padrões sensíveis. Pesquisas acadêmicas associam a prática de coleta a potenciais riscos de uso indevido, especialmente em contextos de vigilância governamental e privados. Observa-se, ainda, uma pressão crescente por soluções abertas que permitam maior controle sobre dados.

Organizações de resistência a monopólios técnicos destacam o aumento do interesse público por iniciativas de código livre e ferramentas que promovem autonomia digital. Grupos comunitários realizam atividades como clubes de leitura e oficinas de divulgação de tecnologias livres para ampliar a participação e a compreensão sobre privacidade.

Campanhas e eventos focados em privacidade continuam a ganhar espaço, com ilustrativas demonstrações de como migrar para serviços mais transparentes e com menos dependência de gigantes da tecnologia. Além de reduzir riscos de vigilância, a prática estimula a colaboração em soluções coletivas e democráticas.

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