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Cidades desabitadas: motivos do abandono populacional

Cidades fantasmas ao redor do mundo revelam as causas de abandono e os riscos ainda visíveis, atraindo curiosidade e turismo

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  • Kayakoy, Turquia: abandonada no início dos anos 1920, após a Guerra Greco-Turca; hoje restam cerca de 500 casas e duas igrejas ortodoxas.
  • Centralia, Pensilvânia (EUA): fundada em 1875; em 1960 tinha cerca de 5 mil habitantes; fôgo subterrâneo provocou a evacuação e a cidade continua vazia, com fumaça emergindo do solo.
  • Hashima, Japão: ilha perto de Nagasaki usada para extração de carvão entre 1887 e 1974; atividade encerrou-se com a transição para o petróleo; hoje é ponto turístico.
  • Varosha, Chipre: bairro de Famagusta abandonado desde a invasão turca de 1974; hotéis que antes recebiam muitos visitantes viraram ruínas.
  • Pripyat, Ucrânia: criada em 1970 para abrigar trabalhadores da usina de Chernobyl; ficou deserta após o acidente nuclear; a visita depende de medições de radiação.

Ninguém mora nessas cidades; conheça os motivos de tal abandono. Em várias partes do mundo, vilarejos e áreas inteiras ficaram vazias por guerras, desastres naturais, esgotamento de recursos ou acidentes graves. O resultado é um mosaico de cenários que parecem parar no tempo.

Kayakoy, Turquia, é exemplo clássico. No século 18 abrigava gregos e turcos, mas foi abandonada no início dos anos 1920, após a Guerra Greco-Turca. Hoje restam ruínas de 500 casas e duas igrejas ortodoxas, atraindo curiosos.

Centralia, EUA, na Pensilvânia, foi fundada em 1875. Em 1960 tinha cerca de 5 mil habitantes. A cidade foi deixada quando fogo de um aterro atingiu uma antiga mina de carvão, mantendo fumaça subterrânea até hoje.

Abandono com origem em riscos

A proximidade do fogo no subsolo obrigou moradores a fugir de Centralia, deixando escolas, mercados e igrejas vazias. A paisagem atual é marcada por placas de alerta na entrada, sinalizando o perigo do local.

Silent Hill, EUA, é referência cultural. O cenário de ficção tornou-se conhecido mundialmente após jogos e adaptações. A cidade real inspirou o imaginário de terror, associada a um passado sombrio.

Varosha, Chipre, era um bairro turístico ao sul de Famagusta. Antes de 1974 viviam milhares de pessoas; a invasão turca levou à fuga e a área permaneceu vazia, com hotéis convertidos em ruínas.

Exemplos de infâme abandono turístico

Hashima, Japão, fica perto de Nagasaki. Entre 1887 e 1974 serviu como base de extração de carvão. Com a transição energética, a atividade cessou e a ilha passou a ser ponto visitável, preservando o legado industrial.

Kolmanskop, Namíbia, surgiu em 1908 para exploração de diamantes, próximo a Lüderitz. Em 1917 já respondia por parte relevante da produção mundial. O esgotamento das jazidas levou ao abandono e à invasão das dunas.

Desertos e mineração abandonados

Bodie, EUA, na Califórnia, nasceu durante a corrida do ouro em 1857. Chegou a 10 mil habitantes, mas o metal acabou em 1915. Em 1962 passou a ser parque estadual, preservando a memória do passado.

Pompeia, Itália, foi soterrada pelo Vesúvio em 79 d.C. Cinzas e pedras-pomes engoliram a cidade romana. Escavações revelaram ruínas bem preservadas, hoje patrimônio da UNESCO e grande atração turística.

Cenários de prato a céu aberto

Pripyat, Ucrânia, foi criada para abrigar trabalhadores de Chernobyl, inaugurada em 1970. O acidente nuclear provocou contaminação; hoje o acesso depende de medições de radiação, com regras rígidas para visitantes.

Radiação restringe a entrada em Pripyat, exigindo roupas adequadas, proibição de tocar em objetos e uso constante de dosímetros. A cidade permanece com área de exclusão.

San Zhi, Taiwan, começou como complexo de resort em 1978. Obras pararam após uma sequência de mortes em acidentes e denúncias, com operários recusando o serviço. O conjunto ganhou fama pela arquitetura.

Observação final: o conjunto de localidades mostra como diferentes fatores — guerras, desastres, esgotamento de recursos, acidentes e radiação — levam ao abandono. Cada caso revela impactos históricos, geográficos e sociais únicos.

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