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Galeria de LA de US$724 milhões sob críticas por emissões de carbono

Lacma inaugura as Geffen Galleries de Peter Zumthor, a $724m; obra usa estruturas de aço e concreto em grande escala, elevando pegada de carbono e gerando debate sobre custo ambiental

A touch of the Jetsons … the David Geffen Galleries at the Los Angeles County Museum of Art.
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  • Lacma inaugurou as David Geffen Galleries, um projeto de US$ 724 milhões criado pelo arquiteto suíço Peter Zumthor, em Los Angeles.
  • A obra levou duas décadas para ficar pronta, com obras erguidas sobre pântanos de alcatrão em zona sísmica.
  • O custo incluiu 15 mil toneladas de aço e 65 mil metros cúbicos de concreto, valores muito acima de construções comparáveis.
  • A coleção foi financiada principalmente por arrecadação de doações, com US$ 125 milhões provenientes do condado de Los Angeles.
  • A construção gerou críticas sobre impacto ambiental, mas o arquiteto defende que a durabilidade do material compensa o carbono envolvido.

O novo conjunto de galerias do Los Angeles County Museum of Art (LACMA) surge como uma obra de infraestrutura monumental, erguida sobre pátios de alcatrão e elevado a nove metros do solo. O projeto, orçado em 724 milhões de dólares, foi aberto ao público neste fim de semana, após quase 20 anos de planejamento e atrasos.

A ideia é de Michael Govan, atual diretor do LACMA, que buscava um museu de vanguarda e um impacto arquitetônico capaz de atrair doações expressivas. A obra é assinada pelo arquiteto suíço Peter Zumthor, com apoio de arquitetos executivos da SOM. O resultado é um volume de 110 mil pés quadrados em estilo de galpão com conectores em vidro, elevado sobre a via Wilshire.

Construção em terreno pantanoso, zona sísmica e ajustes de custo marcaram a trajetória do projeto. Foram usados cerca de 65 mil metros cúbicos de concreto, quase o dobro do consumo de um grande edifício convencional. Além disso, a estrutura teve aproximadamente 15 mil toneladas de aço, o que supera o metal utilizado na Torre Eiffel.

Design, função e controvérsias

A concepção prioriza galerias temáticas sobre a disposição cronológica tradicional, com espaços que vão desde peças únicas até grandes salões com obras de diferentes culturas. A atmosfera interna combina paredes de concreto, iluminação suave e cortinas metálicas que filtram a luz natural, criando uma sensação de ambiente privado e exclusivo.

A localização e o acesso geram discussão: o campus de Lacma fica separado da calçada por uma cerca de ferro, o que limita a vista imediata do público. A estrutura se destaca pela forma orgânica dos volumes e pela presença de pontes elevadas sobre o tráfego de Wilshire, elementos que geram controvérsias sobre o custo-benefício e o impacto ambiental.

O debate sobre o custo ambiental envolve não apenas o uso intensivo de concreto e aço, mas também o legado de doações ligadas a personalidades com histórico de consumo de luxo. A construção levanta questões sobre sustentabilidade e o equilíbrio entre investimento cultural e pegada de carbono.

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