- Grupo de dez pessoas foi preso em Maringá, Paraná, suspeito de fabricar e vender anabolizantes de forma clandestina.
- Organização usava designers e gráficas para criar rótulos, bulas e embalagens com aparência de produto legítimo, simulando origem europeia.
- Investigação aponta atuação há cerca de cinco anos, com lucro estimado de aproximadamente R$ 2,5 milhões por ano.
- Mandados de busca e apreensão foram cumpridos; houve sequestro de veículos de luxo e bloqueio de ativos financeiros que chegam a R$ 12 milhões.
- Distribuição ocorria em várias cidades, incluindo Maringá, Londrina, Arapongas, Cambé e Santo Antônio da Platina, com foco em frequentadores de academias e centros de artes marciais; operação contou com apoio da Vigilância Sanitária e cerca de setenta policiais.
Um grupo de dez pessoas foi preso nesta quarta-feira (15) em Maringá, Paraná, suspeito de fabricar e vender anabolizantes clandestinos. A operação envolveu mandados de busca em residências e estabelecimentos, além de sequestro de bens e bloqueio de ativos. A investigação aponta atuação de cerca de cinco anos e lucro estimado de 2,5 milhões de reais por ano.
O Ministério Público do Paraná informou que a organização contava com designers e gráficas para produzir rótulos, bulas e embalagens com aparência de produtos legítimos, simulando origem europeia. A produção ocorria em laboratórios improvisados e ambientes domésticos, com higiene precária.
Entre as prisões, o MP confirmou duas temporárias e oito em flagrante. Também foram apreendidas grandes quantidades de anabolizantes e uma estufa de maconha. Ao todo, foram cumpridos mandados em diversas cidades da região.
A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária de Maringá e mobilizou cerca de 70 policiais, incluindo membros da Tropa de Choque. Os itens apreendidos incluem produtos destinados a academias, artes marciais, farmácias e clínicas de estética.
Desdobramentos da operação
Os investigadores indicaram que a rede de distribuição atuava em Maringá, Londrina, Arapongas, Cambé e Santo Antônio da Platina. As ações visavam coibir a prática de venda de substâncias sem controle sanitário e documentos falsificados.
Os investigadores ressaltam que a produção ocorria sem padrões de segurança, o que elevava riscos aos consumidores. A apuração prossegue para identificar possíveis vínculos com outros fornecedores e clientes.
O MP informou que as apurações começaram em abril de 2025 e seguem com novas diligências. As informações oficiais destacam medidas legais, sem ainda indicar novos detentos ou desfechos do caso.
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