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Interrogatórios de réus terminam; júri da chacina avança para debates

Julgamento da chacina de Planaltina avança para debates após interrogatórios de cinco réus, com relatos de plano de assalto e pagamento de cinco mil reais

Julgamento da chacina de 2023 no Fórum de Planaltina - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
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  • O interrogatório dos cinco réus da chacina que dizimou dez pessoas da mesma família terminou por volta das quinze horas e quinze minutos desta quinta-feira, no Fórum de Planaltina.
  • O julgamento, iniciado na segunda-feira, seguirá para os debates de acusação e defesas.
  • O último a falar foi Carlos Henrique, que negou envolvimento e disse ter sido convidado por Carlom dos Santos para cometer um assalto contra Thiago Belchior, na chácara de Marcos Antônio.
  • Segundo ele, o plano previa pegar apenas o celular e o cartão de Thiago, com pagamento de cinco mil reais, articulado por Gideon Batista e Horácio Carlos.
  • Carlos afirmou ter recebido dois mil reais adiantados e que, ao cobrar os três mil restantes, descobriu que havia sido bloqueado no WhatsApp; disse arrepender-se e afirmou não ter matado ninguém. Hoje, promotores falam por três horas, seguidos pelas defesas na sustentação.

O julgamento da maior chacina do DF, que tirou a vida de 10 pessoas de uma mesma família, segue no Fórum de Planaltina. Nesta quinta-feira (16/4) entrou no quarto dia de sessão, com os promotores e advogados de acusação falando por três horas, seguidos pela sustentação das defesas.

Os cinco réus são alvo de interrogatórios. O último a falar foi Carlos Henrique, que negou participação nos homicídios. Ele contou ter sido convidado por Carlom dos Santos para um assalto contra Thiago Belchior, vítima na chácara de Marcos Antônio, pai de Thiago, com remuneração de 5 mil reais.

De acordo com o depoimento, o plano era somente apreender o celular e o cartão de Thiago. Gideon Batista e Horácio Carlos teriam arquitetado a ação; Horácio também teria se passado pela vítima para encenar. Carlos disse ter recebido adiantamento de 2 mil reais e que o restante seria pago depois, mas foi bloqueado no WhatsApp ao cobrar os 3 mil restantes.

Carlos afirmou ainda que, ao fim, arrependeu-se. Segundo ele, poderia ter recebido os 5 mil trabalhando de forma legal e negou ter matado alguém. O depoimento ocorreu na continuidade dos interrogatórios, apontando versões sobre o planejamento do crime.

Debates em andamento

Nesta quinta, promotores e acusação falarão por três horas. Depois, as defesas terão a montagem de uma sustentação de igual duração, para apresentar suas linhas de defesa. Em planilha de atuação, o júri avança para as etapas de debates após encerrar os interrogatórios dos réus.

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