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Odilon de Varine é eleito Master Winemaker 100

Odilon de Varine, mestre de cava da Gosset, defende não seguir receitas, celebra o compartilhamento de Champagne e a transmissão de conhecimento

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  • Odilon de Varine é o chef de cave da Champagne Gosset e aparece na Master Winemaker 100 de 2026; ingressou na Gosset em 2006, substituindo Jean-Pierre Mareigner.
  • Formado em Enologia pela Universidade de Reims, atuou na Dopff & Irion (Alsácia), retornando em 1991 como cellar master na Champagne Deutz e foi diretor técnico da Champagne Henriot por três anos.
  • Defende que cada ano é único e não existe receita de vinificação; o vinho deve ser compartilhado, ajudando a aproximar pessoas.
  • A meta é transmitir aprendizados a Pierre de Caffarelli (novo gerente de enologia na Gosset) e manter o estilo da casa, buscando adaptar vinhedos ao climate change para preservar mineralidade e frescor.
  • Fora do trabalho, gosta de rugby, restaurantes e corridas de carros clássicos; sonha em, um dia, construir escolas e, se ganhasse na loteria, investir na educação.

Odilon de Varine, chef de cave da Champagne Gosset, figura na Master Winemaker 100 de 2026. A lista destaca o papel de cada enólogo e suas abordagens, sem seguir receitas, com ênfase em beber Champagne em diferentes ocasiões e na recuperação de carros clássicos.

A carreira dele é marcada por tradição familiar no mundo do vinho. A mãe era produtora em Bourgogne e o pai geria vinhedos para uma casa renomada de Champagne. Após o diploma em Oenologia em Reims, atuou na Alsácia e retornou a Reims para liderar ao longo da história da Gosset, desde 2006 ao lado do antecessor Jean-Pierre Mareigner.

Perfil de Odilon de Varine

Casado e pai de seis filhos, ele valoriza o rugby, a gastronomia e a velocidade de carros clássicos como paixões. Em entrevista, ele defende que a grandeidade de um vinho está na partilha e no momento compartilhado, não em uma receita fixa.

O enólogo afirma que cada ano é único e requer adaptação constante, evitando rigidamente métodos previsíveis. Segundo ele, a perfeição não existe e o vinho se revela melhor quando a convivialidade não fica atrás da técnica.

Entre as críticas ao mundo do vinho, destaca a necessidade de manter o aspecto lúdico e a comunicação simples, para que a bebida não seja exclusiva de especialistas. Em suas palavras, Champagne pode acompanhar o dia inteiro, inclusive como escolha de consumo contínuo.

Ao olhar para o futuro, ele ressalta a transmissão de conhecimento para a nova geração, especialmente para Pierre de Caffarelli, que ingressou como gerente de enologia na Maison Gosset. A ideia é preservar o estilo distinto da Gosset.

Além da viticultura, ele revela que, se não fosse enólogo, poderia ter seguido medicina ou música, e torce para que as vinhas se ajustem ao clima para manter a mineralidade e a frescura dos vinhos. Odilon também compartilha que, quando as coisas não vão bem, Champagne pode atuar como remédio.

Para ele, o vinho ideal de uma ilha deserta seria uma Champagne non vintage, pela versatilidade de combinar com pratos variados e manter a personalidade multifacetada da bebida. A Master Medal de 2012 de Gosset Celebris figura entre os reconhecimentos, obtido no Champagne Masters 2025.

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