- A Polícia Federal deflagrou a operação Narco Fluxo para investigar lavagem de dinheiro, com movimentação estimada em R$ 1,63 bilhão, e cumpriu 39 mandados de prisão, busca e apreensão, além de bloqueio de bens.
- Foram presos MC Ryan, MC Poze e o dono da página Choquei, entre outros, sob acusações de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
- O esquema mesclava atividades artísticas com recursos ilícitos, envolvendo transferências de criptoativos, dinheiro em espécie e operações bancárias de alto valor.
- A origem do dinheiro, segundo as investigações, envolve jogos de azar não regulamentados, apostas de bets, rifas digitais clandestinas e estelionato digital, com indícios de lavagem de recursos do tráfico internacional de drogas.
- O dinheiro era ocultado por meio de empresas de fachada e laranjas, pulverizado em transferências fracionadas e convertido em criptoativos; parte era reinserida na indústria musical por meio de aquisição de imóveis, veículos, joias e aeronaves, muitas vezes em nomes de terceiros.
- MC Ryan é apontado como líder da organização; Poze do Rodo teria ligação com empresas que circulavam recursos de rifas e apostas; Raphael Sousa Oliveira, da Choquei, atuava na promoção de apostas e gestão de imagem.
- As prisões ocorreram em locais distintos: MC Ryan, em Riviera de São Lourenço, Bertioga; MC Poze, no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro; Raphael Sousa Oliveira, em Goiânia.
- Os envolvidos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas; as defesas alegam falta de acesso aos autos e ausência de irregularidades.
A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 1,63 bilhão. A ação, realizada nesta quarta-feira (15), prendeu MC Ryan, MC Poze e o dono da página Choquei, além de cumprir 39 mandados de prisão, busca e apreensão e bloquear bens.
Segundo as investigações, o grupo mesclava atividades artísticas com operações financeiras ilícitas, como transferências de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie e operações bancárias de alto valor. Os recursos teriam origem em jogos de azar não regulamentados, apostas de bets e rifas digitais clandestinas, com indícios de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas.
A PF aponta que o dinheiro era ocultado por meio de empresas de fachada e laranjas, pulverizado por transferências fracionadas para evitar detecção. os valores acabavam destinados a produção musical, entretenimento e marketing digital, misturando receitas lícitas a ilegais e parte convertida em cripto para envio ao exterior.
Contexto da operação
O capital retornava ao grupo por meio de aquisições de imóveis de alto valor, veículos, joias e aeronaves, com titularidade registrada em terceiros para ocultar a Real propriedade. A investigação aponta que MC Ryan seria o líder, utilizando produtoras para lavar recursos ilícitos; defesa sustenta que origens de pagamentos são lícitas. Poze do Rodo estaria ligado a empresas que circulavam recursos de rifas e apostas; a defesa afirma que ele não teve acesso aos autos. Raphael Sousa Oliveira, da Choquei, seria responsável por promover apostas e cuidar da imagem dos envolvidos.
Acusações e prisões
Os indiciados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A prisão é temporária, com prazo inicial de 30 dias. MC Ryan foi detido em Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de SP; MC Poze foi preso no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Raphael Sousa Oliveira foi abordado em Goiânia.
Reações das defesas
Advogados disseram não ter acesso aos autos para comentar detalhes do caso. Um representante de Ryan ressalta que todos os valores transitados pelo artista possuem origem comprovada e passam por controle tributário. A defesa de Poze afirmou desconhecer o teor do mandado de prisão. A reportagem buscou contato com as defesas de Rafael e com as páginas ligadas a Raphael, sem retorno até o fim do expediente.
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