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Promotor confronta mentor da chacina e afirma que permanecerá na prisão

Promotores dizem que o crime foi planejado com motivação financeira, apresentando DNA, digitais e confissões como provas robustas para condenação dos réus

Promotor Marcelo Leite classificou as versões apresentadas como marcadas por "cinismo" e tentativa de manipulação - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)
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  • Promotor Marcelo Leite dirigiu-se ao réu Gideon Batista com a frase: “Você nunca mais vai sair da cadeia”, no julgamento da chacina que deixou dez mortos.
  • Leite criticou as versões apresentadas pelos acusados, dizendo haver cinismo, manipulação e extrema perversidade no crime e nos interrogatórios.
  • O promotor Daniel Bernoulli sustenta que o crime foi motivado por interesses financeiros, citando terra e R$ 2 milhões, e rejeita a hipótese de disparo acidental.
  • A acusação afirma que houve um plano estruturado, com divisão de tarefas e comando, e que a morte das crianças fazia parte da lógica criminosa.
  • Ministério Público destaca o conjunto probatório como um dos mais robustos já apresentados em Tribunal do Júri, incluindo DNA, digitais e confissões, e pede a condenação de todos os acusados.

O promotor Marcelo Leite dirigiu-se a Gideon Batista durante o julgamento da chacina que deixou 10 mortos em uma mesma família. Em tom firme e direto, ele destacou a gravidade do caso e o volume de provas reunidas, apontando a necessidade de responsabilização exemplar.

Leite criticou o comportamento dos acusados em plenário, classificando as versões apresentadas como marcadas por cinismo e tentativa de manipulação. Segundo o Ministério Público, houve esforço para inverter a lógica dos fatos e atribuir responsabilidade às próprias vítimas.

O promotor Daniel Bernoulli reforçou a tese de motivação financeira, afirmando que o crime teve ligação com interesses ligados a terra e a valores de até 2 milhões. Ele negou a hipótese de disparo acidental, afirmando que houve ação consciente.

Para a acusação, o crime seguiu um plano estruturado, com divisão de tarefas e comando definido. Bernoulli afirmou que a morte das crianças não foi um desdobramento surpresa, mas parte da lógica criminosa, prevista no planejamento.

Os promotores destacaram o conjunto probatório como um dos mais robustos já apresentados em Tribunal do Júri, citando DNA, imagens digitais e confissões. O promotor Leite afirmou que, em 26 anos de júri, não viu tantas provas reunidas.

Ao final, o Ministério Público pediu a condenação de todos os acusados e pleiteou penas elevadas, enfatizando a gravidade das dez mortes. Bernoulli ressaltou que a resposta judicial precisa ser proporcional aos fatos.

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