- O empresoário Maurício Camisotti aceitou devolver R$ 400 milhões aos cofres públicos como parte de acordo de delação premiada com a Polícia Federal.
- Camisotti está preso desde setembro de 2025, na mesma operação que mirou Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
- O acordo foi apresentado ao ministro do STF, André Mendonça, para validação, cabendo à Procuradoria-Geral da República confirmar ou pedir informações adicionais.
- O montante acordado é maior do que o ganho declarado pela defesa, que afirma ter lucrado cerca de R$ 200 milhões com o esquema, corrigidos monetariamente.
- A PF aponta Camisotti como figura central no fluxo financeiro das cobranças irregulares sobre aposentadorias e pensões, com envolvimento do entorno familiar.
O empresário Maurício Camisotti aceitou devolver 400 milhões de reais aos cofres públicos como parte de um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. A informação foi adiantada pelo SBT e está relacionada a investigações sobre fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS. Camisotti foi preso em setembro de 2025, na mesma operação que mirou Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador relevante das irregularidades.
O acordo ainda precisa ser homologado pela Procuradoria-Geral da República, que analisa a documentação apresentada. A defesa sustenta que o montante acordado supera os ganhos que Camisotti afirma ter obtido com o esquema, estimados em cerca de 200 milhões de reais, ajustados pela correção monetária.
Envolvidos e entorno
Segundo a Polícia Federal, Camisotti desempenhou papel central no fluxo financeiro das cobranças irregulares sobre aposentadorias e pensões. A CPMI do INSS, representada pelo deputado Alfredo Gaspar, indicou que a família Camisotti movimentou valores superiores aos atribuídos a outros operadores, chegando a afirmar que o grupo teve cinco vezes mais recursos ilícitos do que o denunciado como Careca do INSS.
Estrutura empresarial
A investigação também alcança o entorno familiar do empresário. Paulo Camisotti, filho de Maurício, é citado como dirigente de mais de 20 empresas sob análise. A Menção sugere o uso de uma estrutura empresarial para facilitar a prática de desvios, conforme relatos no andamento dos autos.
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