- A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na madrugada de sexta-feira (17), a operação Alto Custo para desarticular uma organização criminosa responsável pelo furto, roubo e revenda ilegal de medicamentos de alto valor; foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva, após cerca de um ano de investigação.
- A organização tinha base em Goiânia e atuava em estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, operando um esquema de “lavagem de medicamentos” com desvios de estoque, caixas de descarte e notas falsas.
- O líder do grupo movimentou cerca de R$ 22 milhões em notas fiscais frias em apenas um ano; uma carga roubada no fim de março no Rio de Janeiro resultou na apreensão de 493 caixas de medicamento, avaliadas em aproximadamente R$ 4 milhões, em uma transportadora no Aeroporto Internacional de Brasília, com apoio da Receita Federal.
- Em uma distribuidora, o valor dos medicamentos desviados chega a cerca de R$ 6 milhões; entre os produtos-alvo estão itens que podem custar até R$ 40 mil por unidade.
- Além do prejuízo financeiro, há risco à saúde pública, pois muitos itens eram armazenados sem controle de temperatura, o que pode comprometer a eficácia ou tornar os fármacos ineficazes ou tóxicos; os investigados podem responder por furto qualificado, receptação qualificada, crimes contra a saúde pública e organização criminosa.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação Alto Custo na madrugada desta sexta-feira, para desarticular uma organização criminosa dedicada ao furto, roubo e revenda ilegal de medicamentos de alto valor usados em câncer, doenças autoimunes e transplantes. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão preventiva. A investigação durou cerca de um ano.
Segundo a polícia, o grupo operava um esquema de “lavagem de medicamentos”. Funcionários de empresas do setor desviavam itens, escondiam-nas em caixas de descarte e repassavam a outros integrantes da quadrilha. Em seguida, os fármacos eram reinseridos no mercado por meio de empresas de fachada e fraudes contábeis.
A organização tinha base em Goiânia e atuava em estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O líder do grupo teria movimentado cerca de R$ 22 milhões em notas fiscais frias em apenas um ano, segundo as investigações.
Carga roubada interceptada
Durante a operação, a polícia interceptou uma carga roubada no fim de março, no Rio de Janeiro. Foram apreendidas 493 caixas de um medicamento de alto custo, avaliadas em cerca de R$ 4 milhões, em uma transportadora no Aeroporto de Brasília, com apoio da Receita Federal.
Impacto e riscos à saúde
Os prejuízos financeiros são expressivos: em uma distribuidora, o valor dos medicamentos desviados chega a aproximadamente R$ 6 milhões. Além do dano financeiro, há risco à saúde pública devido ao armazenamento inadequado, sem controle de temperatura, que pode comprometer a eficácia ou tornar os produtos tóxicos.
Entre os produtos-alvo estão itens que podem custar até R$ 40 mil por unidade, usados em tratamentos complexos e de alta sensibilidade clínica. Os investigados podem responder por furto qualificado, receptação qualificada, crimes contra a saúde pública e organização criminosa.
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