- A FDA informou à USA TODAY que está em tratativas com as cinco maiores fabricantes de adesivos de estrogênio, buscando manter a capacidade de produção, sem classificar a situação como falta.
- A escassez persiste desde o início do ano, levando pacientes a recorrerem a alternativas como estrogênio oral, gel ou spray, com custos variando bastante (por exemplo, gel pode custar cerca de $300 por mês, frente a adesivos de $35).
- Médicos, como a Dra. Alexis Dunne, adotam planos de contingência, incluindo usar adesivos de dose diferente ou combinar opções para evitar interrupção do tratamento.
- Algumas fabricantes, como Sandoz, estão aumentando a capacidade global e destinando mais adesivos aos Estados Unidos para atender a demanda.
- Orientação para pacientes: tentar várias farmácias locais ou por correio, considerar spray ou gel de estrogênio, e, se possível, usar estrogênio oral temporariamente, mantendo comunicação com o clínico para não interromper o tratamento.
O FDA confirmou a USA TODAY que está em conversas com os cinco maiores fabricantes de adesivos de estrogênio para manter a produção em ritmo pleno. A medida busca evitar interrupções no atendimento a pacientes na menopausa e na perimenopausa.
Atualmente, muitas mulheres encontram dificuldade para conseguir as medicações. A falta de patches de estrogênio persiste desde o início do ano, elevando a procura por opções alternativas e gerando pressão sobre farmacêuticas e profissionais de saúde. EUA relatou o cenário.
A médica Alexis Dunne, de Chicago, explica que precisa de planos B quando o estoque falha. Ela avalia se a paciente pode usar estrogênio oral, gel ou spray, sempre buscando manter o tratamento regular e a saúde óssea.
O que FDA está fazendo
A FDA disse que não classifica a dificuldade como uma escassez formal, mas reforça que, em caso de piora, trabalhará com fabricantes e instalações de preparo para atender a demanda. A prioridade é reduzir impactos para pacientes.
O papel da reposição hormonal
A reposição de estrogênio, associada ou não a progestina, é o tratamento preferencial para os sintomas da menopausa. O uso ganhou impulso após mudanças regulatórias e a remoção de uma advertência de risco, ampliando a procura.
Desafios práticos para pacientes
Muitas pacientes já enfrentam custos bem maiores com opções como gel de estrogênio, que pode chegar a 300 dólares mensais, contra cerca de 35 dólares dos patches. Em alguns casos, há ajuste de dose com patches menores.
Ações e orientações médicas
Profissionais recomendam manter o diálogo com clínicos, não interromper o tratamento e explorar alternativas como sprays ou géis, que permitem ajuste de dose sem alterar a prescrição. Em situações adequadas, a via oral é uma opção temporária.
Histórico e contexto
A popularização do tratamento ocorreu após décadas de ressalvas associadas a riscos percebidos. Dados mostram que o uso de terapias de reposição caiu e, nos últimos anos, houve recuo seguido por retomada gradual conforme novas evidências e práticas clínicas.
Casos práticos em farmácias
Pacientes relatam viagens entre farmácias em busca de caixas disponíveis. Em alguns estados, pacientes chegaram a percorrer longas distâncias para pegar as doses. Atrasos geram insegurança sobre a continuidade do tratamento.
Custos, acesso e futuro
A indústria aponta que a fabricação de patches é complexa e demanda maior tempo. Enquanto isso, a prioridade é manter o atendimento, com alocação adicional de quantidades para pacientes nos EUA. A situação ainda demanda monitoramento.
O que fazer enquanto a situação não se normaliza
Especialistas aconselham atendimento contínuo com o médico, teste de alternativas, e uso responsável de substituições quando adequadas. A comunicação entre paciente, farmacêutico e clínico é considerada essencial.
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