- A região Sudeste alcançou 20,2% de moradores em apartamentos em 2025, pela primeira vez acima de 20%.
- Isso corresponde a 18 milhões de pessoas morando em apartamentos, em um total de 88,8 milhões na região.
- Em todo o Brasil, a parcela que vive em apartamentos subiu para 15% em 2025, segundo a PNAD Contínua.
- O Norte continua com a menor participação, estimada em 7% de habitantes morando em prédios.
- Especialistas apontam que o movimento, chamado de verticalização, reflete urbanização e busca por maior segurança em conjunto habitacional.
A parcela de moradores da região Sudeste que vivem em apartamentos atingiu 20,2% em 2025, segundo o IBGE. O dado representa o primeiro registro acima de 20% na série histórica iniciada em 2016, com 18 milhões de moradores nesse tipo de moradia, de um total de 88,8 milhões na região.
No país, a participação de moradores em apartamentos subiu para 15% em 2025, ante 13,3% em 2024. As casas continuam sendo o principal tipo de moradia, mas reduziram participação, passando de 86,5% para 84,8%. No Sudeste, a participação de casas ficou em 79,6% em 2025.
O Sudeste mantém o maior peso de moradores em prédios no Brasil, enquanto o Norte segue com a menor proporção, estimada em 7%. O avanço das moradias em apartamentos é acompanhado pela tendência de urbanização e maior densidade habitacional em grandes centros, conforme analista do IBGE.
Contexto regional e nacional
William Kratochwill aponta que o movimento de verticalização está relacionado à busca por maior segurança em condomínios fechados e à densificação urbana. A tendência ganhou força à medida que cidades concentram população em áreas centrais.
Em números absolutos, o Brasil passou de 23,5 milhões de moradores de apartamentos em 2016 para 32 milhões em 2025, um aumento de 36,1%. No Sudeste, o crescimento foi de 14 milhões para 18 milhões.
Panorama por capitais
Entre as capitais, Vitória é destaque com a maior proporção de moradores em apartamentos em 2025 (46,7%), enquanto Campo Grande registra a menor (7,8%). No âmbito das moradias em casas, Campo Grande lidera entre as capitais com 92,2%.
Na capital paulista, 62,5% dos moradores vivem em casas e 37,4% em apartamentos em 2025. Os dados ajudam a entender diferenças regionais e de políticas habitacionais no país, sem conjecturas ou julgamentos.
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