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Na Sri Lanka, animais sofrem com superlotação e jeeps em alta velocidade

Em Yala Block I, superlotação atrai visitantes e jeeps velozes, ameaçando leopardos; autoridades criam licenças para motoristas e planejam limitar entradas a 250-300 veículos

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  • Yala Block I concentra a maior densidade de leopardos do parque, gerando grande movimento de visitantes e congestão, com média de veículos elevados durante as saídas de manhã e tarde.
  • Históricos de acidentes apontam perigos relacionados a jeeps em alta velocidade, incluindo casos de atropelamento de leopardos e colisões entre jeeps.
  • O leopardo Lucas ganhou destaque após um incidente com jeep, que gerou controvérsia; autoridades afirmam que o animal está em boa saúde, após ser visto próximo à área habitual.
  • Medidas de mitigação existem, com treinamento de motoristas, licenciamento de jeeps e regras de distância dos animais; o objetivo é reduzir velocidade e respeitar a fauna.
  • Planos futuros visam desconcentrar o público abrindo mais blocos do parque, limitar o número de jeeps (a cerca de 250–300) e usar GPS para monitorar velocidade e localização.

Yala, no Sri Lanka, enfrenta superlotação em Block I do Parque Nacional de Yala, onde a maior parte dos turistas busca avistar leopardos. O congestionamento aumenta o uso acelerado de veículos, elevando riscos para animais e visitantes, e descredibiliza a experiência sustentável.

No passado, incidentes envolvendo jeeps aceleradas já resultaram em ferimentos e mortes de animais, além de colisões entre veículos que transportavam visitantes. Recentemente, um leopardo masculino conhecido como Lucas ficou perto de uma embarcação, gerando controvérsia sobre o comportamento dos motoristas e a segurança dos animais.

A pressão de Block I é alimentada pela alta densidade de leopardos e pela presença de herbívoros. Aproximadamente 500 jeeps entram no parque pela manhã e tarde, gerando filas quando ocorre avistamento. A conectividade móvel dentro do parque facilita a comunicação entre motoristas, ampliando o número de veículos em fila.

O parque já implementou medidas regulatórias, incluindo licenciamento de guias e motoristas para safari. Atualmente, 552 jeeps estão registrados e autorizados a entrar, com regras para manter distância de animais e evitar ruídos inadequados. A aplicação dessas normas é importante para a convivência com a fauna.

Entre as ações em andamento, destacam-se treinamentos para motoristas, fiscalização mais rigorosa e maior controle da atuação de guias. Um comitê multissetorial, criado há anos, apontou a necessidade de melhorar a supervisão e ampliar o número de guias treinados por veículo.

Para reduzir a superlotação, o governo avalia abrir blocos menos movimentados do parque e restringir o número de entradas por dia. Planos também preveem instalação de dispositivos de GPS nos jeeps para monitorar velocidade e trajeto, além de melhorias na malha viária interna.

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