- Tinder e Zoom vão permitir que usuários comprovem que são humanos por meio de leitura de íris, ganhando um selo de “prova de humanidade”.
- A tecnologia é fornecida pela World Network, antiga Worldcoin, que usa uma órbita/dispositivo em forma de esfera para o escaneamento da íris.
- Ao confirmar a hígiene humana, o usuário recebe o World ID, código de identificação armazenado no smartphone.
- A medida chega em meio a preocupações com bots e fraudes alimentadas pela IA; Tinder já adotou vídeo selfie e Zoom foca em evitar deepfakes.
- A World informou ter cerca de 40 milhões de cadastros; a empresa já mudou de nome duas vezes (Worldcoin, World Network, hoje World).
Tinder vai permitir que usuários provem que são humanos e não robôs por meio de uma tecnologia de leitura de íris, em meio a temores crescentes sobre IA. A novidade chega junto a outros serviços, incluindo o Zoom, e poderá exibir um selo de “prova de humanidade” no perfil ou no nome.
A prática envolve a assinatura de uma verificação com a leitura da íris, a parte colorida do olho, realizada por meio de um aplicativo online ou de um dispositivo esférico em forma de orbe. A leitura confirma a condição humana e gera um World ID, código de identificação único armazenado no smartphone do usuário.
A iniciativa é promovida pela World, organização anteriormente chamada Worldcoin, ligada à Tools for Humanity. Sam Altman, que também lidera a OpenAI, está entre os fundadores e lidera a instituição. A verificação é apresentada como anônima, sem exigir dados pessoais como nome ou endereço.
A integração com World ID surge diante de números crescentes de contas falsas e perfis maliciosos. Nos últimos dois anos, plataformas como Tinder registraram casos de bots usados para golpes financeiros ou coleta de dados.
Na prática, usuários terão a opção de utilizar o World ID para confirmar identidade no Tinder, além da verificação já exigida de vídeo selfie, introduzida no fim de 2023. A medida visa reduzir golpes envolvendo perfis simulados.
O Zoom também avalia a adoção da verificação por World ID para confirmar a identidade de pessoas em chamadas. Estudos e relatos de casos de deepfakes alimentam a preocupação com fraudes em conferências, especialmente envolvendo pessoas conhecidas no ambiente corporativo.
Fontes associadas à iniciativa destacam que a World surgiu, hoje, com milhões de usuários cadastrados. O objetivo é oferecer uma camada adicional de segurança digital sem exigir dados pessoais, embora haja debates sobre privacidade e uso de biometria.
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