- Três shows em São Paulo celebram o centenário de Almir Mavignier: Dan, Paulo Kuczynski e Unibes Cultural exibem diferentes recortes da obra do artista.
- A retrospectiva na Dan percorre desde primeiras pinturas figurativas até as obras abstratas que exploram luz, cor e movimento.
- Na galeria Paulo Kuczynski, a celebração também ressalta a amizade de Mavignier com Arthur Luiz Piza, destacando contrastes entre as obras de ambos.
- A Unibes Cultural, em Pinheiros, apresenta cerca de cinquenta tipografias de Mavignier criadas postumamente, além de cartazes do designer.
- No mesmo mês, Luisa Strina prepara um novo espaço, “O museu é todo meu”, com obras de nomes como Anish Kapoor, Antonio Dias, Cildo Meireles, Cindy Sherman, Danh Vo, Ivens Machado e Jenny Holzer.
Almir Mavignier, maestro da abstração geométrica, terá três exposições em São Paulo para celebrar seu centenário. As mostras vão ocupar galerias e um centro cultural da cidade, trazendo leituras da obra do artista radicado na Alemanha e referência da op art. As mostra incluem retrospectiva, estudos e pesquisas sobre luz, cor e movimento, em tom objetivo e crítico.
A Dan Galeria realiza uma retrospectiva que percorre desde as primeiras pinturas figurativas até os grandes abstratos. O desta que marca o auge da pesquisa sobre a relação entre forma, cor e espaço ocorre em Hamburgo, onde o artista produziu parte de sua obra final. A Wel expressão do conjunto dialoga com a trajetória do pintor mineiro de nascença.
A Paulo Kuczynski inaugura uma mostra dedicada à amizade entre Mavignier e Arthur Luiz Piza, destacando contrastes entre a vibração das obras do primeiro e o relevo presente nos trabalhos do segundo. A seleção evidencia dois mestres da vanguarda geométrica brasileira, um em cada extremidade estética.
Na Unibes Cultural, Pinheiros, a curadoria reúne cerca de 50 tipografias elaboradas postumamente, além de cartazes clássicos. A ideia é mostrar a atuação de Mavignier no design gráfico, valorizando uma das referências do país na produção de linguagem visual durante a era da construção de Brasília e da bossa nova.
O conjunto da programação inclui também a divulgação de peças da coleção de Luisa Strina, com espaço reservado para obras que marcaram a visão da galerista sobre a produção contemporânea. O projeto oferece uma visão íntima de peças que integram o acervo da galeria, ampliando o diálogo entre artistas e público.
Outros nomes que integram museus e espaços de exposição aparecem como referência na cena, reforçando o impacto de Mavignier na geometria abstrata e na leitura do espaço na arte concreta. As mostras prometem contextualizar o legado do artista na historiografia das vanguardas internacionais.
O projeto expositivo reforça a ideia de que Mavignier foi figura central na op art e na construção de linguagem gráfica no Brasil. A série de eventos confirma o papel de São Paulo como polo de referência para a apreciação de obras que exploram a percepção visual por meio de recursos geométricos.
Entre na conversa da comunidade