- Belém decretou estado de emergência na noite de domingo (19) após chuva recorde atingir a cidade, com mais de 150 milímetros em menos de 24 horas.
- A chuva foi descrita pela prefeitura como uma das mais intensas nos últimos dez anos e deixou o município em situação de crise, ainda sem atualização oficial de pessoas afetadas.
- O decreto visa facilitar a captação de recursos junto aos governos estadual e federal para responder à crise, conforme declaração do prefeito Igor Normando.
- A maré alta, de até 3,6 metros, agravou os alagamentos ao dificultar o escoamento da água; a Defesa Civil coordena ações como reforço de abrigos e atendimento a famílias.
- O Terra Firme foi o bairro mais atingido; outros afetados incluem Condor, Jurunas, Icoaraci, Tapanã, Parque Verde e Cabanagem. A prefeitura acompanha com foco em obras de canalização, microdrenagem e limpeza de canais. Também há ponto de coleta de doações na Aldeia Amazônica, no bairro Pedreira.
Belém decretou estado de emergência na noite deste domingo, 19, após uma chuva recorde atingir a cidade. A prefeitura informou que choveu mais de 150 milímetros em menos de 24 horas, quase a metade do previsto para todo o mês de abril. A administração classificou o temporal como uma das mais intensas dos últimos dez anos.
A medida tem como objetivo facilitar a captação de recursos junto aos governos estadual e federal para enfrentar a crise. O prefeito Igor Normando afirmou que a prefeitura está mobilizada para retomar a normalidade o mais rápido possível e que a população enfrenta dificuldades devido ao temporal.
A Defesa Civil, por meio de um comitê, coordena ações como reforço nos abrigos, atendimento a famílias atingidas, limpeza de canais e bueiros e intervenções em pontos de alagamento. A maré alta, de 3,6 metros, agravou o escoamento da água.
A região mais atingida foi o bairro Terra Firme. Outras áreas afetadas incluem Condor, Jurunas, Icoaraci, Tapanã, Parque Verde e Cabanagem. Belém, formada por ilhas, enfrenta variação de marés e chuvas intensas que reduzem a capacidade de drenagem.
Relatórios da Defesa Civil destacam falhas de infraestrutura como agravantes da vulnerabilidade. Um estudo do Ministério das Cidades aponta cerca de 400 áreas de risco na cidade paraense, com necessidade de canalização de cursos d’água, microdrenagem e limpeza de sistemas de remoção de resíduos.
A prefeitura abriu um ponto de coleta de doações na Aldeia Amazônica, no bairro Pedreira. Colchões, itens de higiene, cestas básicas, alimentos não perecíveis e roupas podem ser encaminhados para apoiar quem foi atingido.
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