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Morte de dentista na Serra Gaúcha leva clínica a fretar jatinho, atrasando perícia

Translado aéreo do corpo, fretado pela clínica, pode ter inviabilizado necropsia, enquanto a investigação mira possível erro médico no lifting facial

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  • O dentista Francisco José Fialho Lemos, de 58 anos, morreu em 11 de outubro de 2025 após um lifting facial em uma clínica de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, com suspeita de erro médico no pós-operatório.
  • A morte é apurada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que investiga as circunstâncias do procedimento e as possíveis falhas médicas.
  • Segundo a defesa, o paciente apresentou inchaço, hematomas e dificuldades respiratórias, culminando em traqueostomia de emergência e duas paradas cardiorrespiratórias.
  • A defesa afirma que a clínica fretou um jatinho para transportar o corpo a Florianópolis no mesmo dia, o que teria dificultado a realização imediata de necropsia; a autoridade confirmou o transporte, sem indicar solicitação formal de necropsia na época.
  • O caso é classificado como extremamente complexo, com análises do Departamento Médico Legal e do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, além da exumação, sem prazo definido para o inquérito, e o nome da clínica não foi divulgado.

Ontem, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul passou a investigar a morte do dentista Francisco José Fialho Lemos, 58 anos, ocorrida em outubro de 2025. O profissional, natural de Florianópolis, morreu após um lifting facial realizado em uma clínica de Caxias do Sul, com suspeita de erro médico no pós-operatório.

Segundo a defesa da família, o paciente apresentou complicações graves após a cirurgia, como inchaço acentuado, hematomas e dificuldades respiratórias. Dias depois, ao buscar atendimento de emergência, o quadro se agravou, exigindo traqueostomia de urgência. Ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e faleceu em 11 de outubro.

A defesa afirma ainda que a clínica fretou um jatinho para enviar o corpo para Florianópolis no mesmo dia, o que pode ter atrasado a necropsia imediata. O delegado Rodrigo Kegler Duarte confirmou o transporte aéreo, mas disse que as circunstâncias estão sendo apuradas e que, à época, não houve solicitação formal de necropsia.

Avanço da investigação

O caso é notado como extremamente complexo, com a PCRS aguardando análises técnicas do Departamento Médico Legal e do Conselho Regional de Medicina do RS. A exumação do corpo também deverá ser considerada no andamento do inquérito.

Até o momento, não há prazo para a conclusão das apurações. O nome da clínica envolvida não foi divulgado pela polícia, que mantém as informações sob sigilo durante as investigações.

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