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Brasília ganha centro cultural na Asa Norte, Lugar de reflexão

Seminário internacional antecipa o centro cultural do Sesc, com inauguração prevista para 2028, visando conectar Brasília ao mundo e impulsionar a produção artística local

Segundo Leonardo Hernandes, a previsão é de que o novo espaço seja inaugurado em 2028 e totalmente dedicado às artes - (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
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  • Mais de vinte pensadores da cena internacional participam do seminário “Cultura para Quê?”, que marca o pré-lançamento do novo centro cultural do Sesc em Brasília, com inauguração prevista para 2028.
  • O espaço, instalado na 511 Norte, será totalmente dedicado às artes e incluirá galeria com padrões internacionais, laboratório, teatros, salas de ensaio, oficinas e áreas para infância e juventude.
  • O centro busca não apenas circulação artística, mas produção intelectual e curatorial, incluindo a edição zero de uma série de publicações que orientará as primeiras exposições e ações.
  • A iniciativa visa conectar Brasília ao mundo e fortalecer vínculos entre diferentes territórios culturais, conectando o sul do Amazonas ao Triângulo Mineiro com a capital e o eixo internacional.
  • Enquanto as obras não começam, o Sesc Cultural já planeja manter o espaço ativo com seminários, festivais e encontros, promovendo a participação da cidade no processo desde já.

Brasília recebe, em formato seminário, o lançamento de um novo centro cultural do Sesc no Distrito Federal. O evento, chamado Cultura para Quê?, reuniu mais de 20 pensadores internacionais, com foco na concepção do espaço que pretende conectar a capital ao mundo e fomentar a produção local. O seminário funciona como pré-lançamento do centro cultural, anunciado à cidade no ano passado.

O objetivo é transformar o espaço em um polo de produção intelectual e curatorial, não apenas de circulação de obras. Segundo o gerente do Sesc Cultural, Leonardo Hernandes, o seminário marca a abertura de uma edição zero de uma série de publicações que orientarão as primeiras exposições e ações do centro. A ideia é criar um lugar de reflexão e de construção de pensamento, conectando artes, tecnologia e convivência.

Além da agenda de debates, a iniciativa busca posicionar Brasília como articuladora entre diferentes territórios culturais, ampliando laços com o Brasil e exterior. Hernandes ressaltou a vocação do Brasil Central para conectar produção regional ao mundo, além de defender que o espaço promova intercâmbios entre municípios do entorno e atraia novos públicos para o cenário artístico.

Obras

Previsto para inaugurar em 2028, o centro cultural ocupará a 511 Norte e será a primeira unidade do Sesc no DF dedicada integralmente às artes. O projeto prevê uma galeria com padrões internacionais, controle de luz, umidade e temperatura, além de um laboratório com impressora 3D para o cruzamento entre pintura e tecnologia. A estrutura incluirá teatros, salas de ensaio, espaços para oficinas e áreas de formação de públicos infantojuvenis.

Enquanto as obras não começam, o Sesc planeja manter o espaço ativo na relação com a cidade. A ideia é realizar seminários, festivais, encontros e atividades no gramado e no entorno, adiantar programação cultural e aproximar o público do futuro funcionamento do centro.

Potência artística

Hernandes destacou a trajetória cultural de Brasília, reconhecida pela sua diversidade apesar de lacunas percebidas. A cidade é apontada como referência de diferentes vertentes artísticas, com o Sesc atuando como impulsionador de projetos locais. O dirigente enfatizou que Brasília ainda sofre de isolamento relativo em relação ao eixo Rio-São Paulo, e a proposta é criar pontes que conectem a capital ao restante do país e ao circuito internacional. O objetivo é ampliar a presença da cidade na cena cultural nacional e ampliar a participação do público nas diversas manifestações locais.

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