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Como surgiu o município mais pacato do Rio de Janeiro

Engenheiro Paulo de Frontin, emancipada em mil novecentos e sessenta e três, oferece clima ameno e Mata Atlântica preservada, impulsionando turismo rural e qualidade de vida

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  • Engenheiro Paulo de Frontin tornou-se município em 1963, no interior do Rio de Janeiro, com pouco mais de 14 mil habitantes e o título de Cidade Verde desde 1995.
  • Sua origem está ligada a um entreposto com Minas Gerais; já foi Vila de Rodeio, depois Soledade de Rodeio, recebendo o nome atual em homenagem ao engenheiro responsável pela duplicação da linha férrea, incluindo o Túnel Grande.
  • Localiza‑se às margens da Linha do Centro da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, com o Túnel Grande (que mede 2.236 metros) ligando Paulo de Frontin a Mendes, na região do Vale do Café.
  • A economia é baseada em agricultura e pecuária, com destaque para leite, café, feijão e milho; o turismo rural foca na natureza, com cachoeiras, trilhas, mirantes e lagoa.
  • O município faz parte de um corredor ecológico que liga o Parque Estadual da Serra do Tinguá à Serra da Bocaina, mantendo Mata Atlântica conservada em cerca de 56,4%.

Engenheiro Paulo de Frontin, município da região Centro-Sul Fluminense, tem origem ligada a um entreposto comercial com Minas Gerais. A vila nasceu como Rodeio e ganhou o status de cidade após emancipaçã0 em 1963, buscando uma vida mais tranquila.

A história do lugar está ligada à Estrada de Ferro Dom Pedro II, cujos túneis moldaram a paisagem local. A linha férrea foi decisiva para a povoação, que já havia sido ponto de passagem para o gado antes de virar vila.

Origens e evolução

A região era habitada por índios Tamoios. Com o tempo, tornou-se ponto de parada ferroviário, ganhando relevância econômica. Em 1943, chamou-se Soledade de Rodeio, e quatro anos depois passou a se chamar Engenheiro Paulo de Frontin.

O homenageado foi o engenheiro responsável pela duplicação da linha férrea e pelo Túnel 12, conhecido como Túnel Grande. Entre as obras dele, destaca-se uma resposta rápida à seca, com abastecimento de água em apenas seis dias.

Geografia e identidade

A cidade situa-se às margens da Linha do Centro da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil. No trecho de subida pela Serra do Mar, oferece visão do Vale do Café e da paisagem ecológica local.

Criada oficialmente em 1963, Engenheiro Paulo de Frontin tem pouco mais de 14 mil habitantes. Desde 1995, ostenta o título Cidade Verde, pela cobertura vegetal que envolve 56,4% de Mata Atlântica.

Economia e turismo

A economia local é baseada na agricultura e pecuária, com destaque para leite, café, feijão e milho. O município é dividido em Sacra Família do Tinguá e Morro Azul, com atrativos como cachoeiras, trilhas e mirantes.

Entre os pontos de interesse estão o cachoeirão e o Pico do Lírio, que oferece visões noturnas do Cristo Redentor. A região também abriga áreas para radioamadorismo e atividades culturais ao ar livre.

Patrimônio e vida local

A Estação Ferroviária, inaugurada pela família imperial em 1863, é um marco histórico. A Igreja de Nossa Senhora da Soledade, erguida em 1868, atrai visitantes pela arquitetura. O Jardim Uaná Etê funciona como centro cultural e reflorestamento.

Feiras de artesanato e produção local, com mel, quitutes e cerveja artesanal, ocorrem mensalmente. O Lago Azul, com 40 mil m², é destaque para pesca e trilhas em meio à Mata Atlântica.

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