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Damasco, entre as cidades mais antigas, mantém sua energia

Damasco, uma das cidades mais antigas, permanece como centro cultural, econômico e religioso, guardando seu patrimônio UNESCO e símbolo de resistência

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  • Damasco é uma das cidades mais antigas do planeta, com registros desde pelo menos 2.500 a.C. e é reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO.
  • A cidade fica em um planalto de 690 metros, entre o rio Barada e rotas comerciais, recebendo água do Barada e situado no oásis de Guta.
  • Foi capital do Califado omíada (661–750 d.C.) e enfrentou invasões mongóis e cruzadas, mantendo papel estratégico na região.
  • A Cidade Antiga abriga o vasto souk, além de bairros muçulmano, cristão e judaico; destaca-se a Mesquita Omíada e o santuário associado a João Batista.
  • A economia local depende de agricultura ao redor do Barada, produção artesanal e turismo religioso e cultural, com Damasco também sendo símbolo de resistência e identidade nacional.

Damascos, uma das cidades mais antigas do planeta, registra ocupação humana desde pelo menos 2500 a.C. Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial, a cidade guarda evidências de milênios de vida urbana.

Situada entre o rio Barada e as rotas comerciais, a capital síria funciona como centro cultural e econômico. Ao longo de sua história, passou por dominações de arameus, assírios, romanos e impérios islâmicos.

A localização estratégica ocorreu no planalto a 690 metros de altitude, entre a cordilheira do Antilíbano a oeste e o deserto da Síria a leste. O abastecimento vem do rio Barada, que nutre o oásis de Guta.

História e influências

A antiga Damasco integrou a região da antiga Amurru, no Reino dos Hicsos (1720–1570 a.C.). Cartas de Amarna, de 1350 a.C., aparecem entre os primeiros registros egípcios, quando governava Biryawaza.

Durante o período islâmico, Damasco foi capital do Califado Omíada (661–750 d.C.), atingindo destaque político e cultural. Invadida por mongóis e cruzados, a cidade manteve seu papel estratégico.

A cidade antiga concentra uma extensa Cidade Velha, com o souk, bairro muçulmano, um bairro cristão e uma pequena zona judaica. Jericó e Biblos disputam com Damasco o título de mais antiga habitada continuamente.

Economia, patrimônio e turismo

A economia local opera com alimentos, vestuário e impressão. A tradição artesanal inclui têxteis, sedas, couro, filigrana, prata, cobre e latão. Mercados tradicionais, como o Souq al-Hamidiyah, são referências na cidade.

A agricultura ao redor, baseada no rio Barada, sustenta o abastecimento. Turismo religioso e cultural atrai visitantes de várias partes do mundo, fortalecendo a identidade regional.

Lugares emblemáticos e fé

Damasco é a capital desde 1946, respondendo por funções políticas e administrativas. A Mesquita Omíada abriga relíquias importantes, incluindo o santuário dedicado a João Batista, reverenciado por cristãos e muçulmanos.

A Mesquita Omíada foi erguida no início do século VIII, sob o califa Al-Walid I. Mosaicos dourados e o Minarete de Jesus destacam-se entre os elementos arquitetônicos.

A Praça Omíada é palco de celebrações, manifestações e eventos culturais, conectando a história ancestral à vida contemporânea. A dinastia omíada permanece como símbolo relevante da cidade.

Capelas e tradição

A capela de São Paulo foi reconstruída em 1867 e reestruturada em 1973. Segundo a tradição, este é o local da conversão do santo, no bairro Al Tabbaleh, onde franciscanos edificaram uma capela em 1925.

Apesar dos desafios atuais, Damasco continua como símbolo de resistência e identidade para os sírios. O papel da cidade na transição política do país é frequentemente destacado por autoridades e especialistas.

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