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Doador de esperma afirma ter 180 filhos e não estará no registro de nascimento

Doador de esperma não regulamentado, que afirma ter 180 filhos, não terá seu nome na certidão de nascimento de uma criança após decisão judicial

Instagram/Robert Albon A man in a black baseball cap and black top smiling at the camera. He is outside and there is grass in the background.
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  • Robert Albon, conhecido como Joe Donor, afirma ter sido pai de cerca de 180 crianças e não terá seu nome no registro de nascimento de um filho, em decisão do Tribunal de Família no Reino Unido.
  • O doador forneceu esperma de forma não licenciada, com a mãe pagando £100 em dinheiro e um vale de £150 em Amazon; a concepção ocorreu por inseminação artificial, e a parceira da mãe foi registrada como pai na certidão.
  • O juiz máximo do Tribunal de Família, Sir Andrew McFarlane, rejeitou o pedido de paternidade de Albon, dizendo que os fatos são “extremos” e que reconhecê-lo seria contra a política pública.
  • Este é o terceiro caso do Tribunal de Família envolvendo a paternidade de filhos gerados por doadores não regulados de Albon; sentenças anteriores, em 2023 e 2025, também preveniram reconhecimentos formais.
  • Autoridades locais lembram que doações não regulamentadas apresentam riscos; a Human Fertilisation and Embryology Authority recomenda tratamentos apenas em clínicas licenciadas.

Robert Albon, conhecido como Joe Donor, não terá o seu nome na certidão de nascimento de uma criança gerada por doação de esperma. A decisão foi tomada pelo Family Court no Reino Unido, após Albon afirmar ser o pai biológico de dezenas de filhos ao redor do mundo.

A Justiça britânica analisou o caso após a mãe da criança – que mantinha relação lésbica na época da concepção – registrar o pai na certidão como o companheiro da mãe, em vez de Albon. A doação ocorreu de forma não licenciada, com pagamento de 100 libras em dinheiro e 150 libras em cartão de presente da Amazon.

A mãe da criança e sua parceira não tinham a intenção de que Albon participasse da vida do filho, mas pretendiam explicar as raízes genéticas de forma adequada à idade no futuro. O juiz avaliou que as circunstâncias do caso são extremas e incompatíveis com o reconhecimento de Albon como pai.

Sir Andrew McFarlane, chefe do Family Court, rejeitou o pedido de Albon, afirmando que conceder a solicitação seria contrário à política pública. O magistrado destacou o risco de Albon buscar ativamente direitos parentais no futuro, sem considerar os impactos para a mãe.

A decisão ocorreu em meio a múltiplos casos envolvendo o mesmo doador, admitindo que o esquema de doação não licenciado não oferece salvaguardas legais. A prática não licenciada não impõe limites ao número de famílias ou a controles de saúde, contrastando com clínicas licenciadas.

Como contexto, a autoridade reguladora de fertilização humana recomenda tratamento em clínicas licenciadas, para reduzir riscos para pacientes, doadores e futuros filhos. A orientação também avisa sobre riscos de depender de doadores encontradas em redes sociais ou plataformas online.

Publicamente, Albon tem atuado na mídia, defendendo seu papel como doador. Em 2024 ele declarou ao tabloide The Sun possuir uma “fábrica de esperma” e disse que mulheres pagavam valores significativos por material genético, em declarações que alimentaram o debate sobre a doação não regulamentada.

Os registros judiciais indicam ainda que este é o terceiro desfecho do Family Court envolvendo a paternidade legal de filhos gerados por doação de Albon. Em decisões anteriores, o tribunal destacou preocupações com o bem-estar da criança e com os interesses da mãe, sobretudo em situações não regulamentadas.

BBC Wales conseguiu autorização para a identificação de Albon, citando interesse público. O caso levanta questões sobre proteção de crianças e a necessidade de regras mais claras para a doação de esperma fora de clínicas licenciadas.

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