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Os riscos de ser o melhor funcionário da empresa e seu impacto na saúde

Alto desempenho impulsiona esgotamento, risco de burnout e queda de produtividade, segundo especialistas que alertam para a ressaca de competência

Sentir-se responsável por manter tudo funcionando na empresa pode aumentar o risco de burnout
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  • O CEO e cofundador da Kickresume alerta sobre a “ressaca de competência”, um esgotamento que ocorre quando você é excelente no que faz e todos dependem de você.
  • Dados da Kickresume apontam que mais de 8 milhões de pessoas já foram ajudadas pela plataforma; 48% dos americanos trabalham demais por síndrome do impostor, 1 em cada 3 se sente culpado ao tirar folga e quase 20% trabalham mesmo quando estão doentes.
  • Em um mercado de trabalho mais difícil, a pressão aumenta para manter o desempenho alto, especialmente com promoções estagnadas e avanços da IA.
  • Para quebrar o ciclo, Duris recomenda reduzir a carga mental, dizer não quando necessário e não buscar perfeição constante; avaliar o que realmente pode ser ajudado antes de aceitar tarefas.
  • A reportagem reforça que o burnout e o excesso de trabalho prejudicam a produtividade e que reduzir horas extras pode melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

O lado sombrio do desempenho extremo ganha atenção com a expressão “ressaca de competência”. A ideia é que quem é o melhor no que faz pode se tornar indispensável demais, carregando a responsabilidade por tudo na empresa. O alerta vem de Peter Duris, CEO e cofundador da Kickresume.

Duris afirma que buscar alto padrão é positivo, mas pode gerar estresse desnecessário ao longo do tempo. Quando alguém costuma ir além, o esgotamento pode surgir pela sensação de ter de manter tudo funcionando. A situação é descrita como um burnout pela própria plataforma.

A Kickresume registra que, entre trabalhadores, a síndrome do impostor aparece para 48% dos americanos, com relato de excesso de trabalho. Um terço sente culpa ao tirar folga e quase 20% trabalha mesmo doente. O mercado de trabalho atual amplifica essa pressão.

Para explicar o fenômeno, Duris destaca que a “superfuncionamento” costuma começar por medo de não atender às expectativas. Esse receio evolui para hábito e, com o tempo, a sensação de responsabilidade recai inteiramente sobre uma única pessoa.

Segundo o empresário, a prática pode corroer o desempenho de equipes e empresas. Pesquisas associadas indicam que metade dos trabalhadores já está no limite. O estresse crônico se traduz em queda de engajamento e perda de produtividade, com custo elevado para organizações.

Como interromper o ciclo envolve primeiro enfrentar o perfeccionismo. Não é preciso ser perfeito o tempo todo, aponta Duris, e ir além pode ser visto como bônus, não obrigação constante. O desafio é reduzir a carga mental.

Em seguida, é essencial evitar aceitar tarefas por padrão. Dizer que pode ajudar após concluir prioridades evita compromissos automáticos com mais trabalho. Pequenas mudanças na comunicação ajudam a preservar o equilíbrio.

Caso o cansaço persista, Duris recomenda recuar algumas horas extras e reequilibrar prioridades. Reduzir a carga de trabalho não significa desleixo, mas sim uma estratégia para retornar a um regime sustentável.

A ideia central é que ser o melhor não precisa ser sinônimo de esgotamento. Em alguns casos, a decisão mais inteligente é simplesmente parar para manter a produtividade a longo prazo. O texto não expressa opiniões, apenas informações sobre o tema.

Este conteúdo é uma síntese do tema discutido pela Kickresume sobre desempenho extremo e burnout no ambiente corporativo, com dados de pesquisas associadas. A matéria não traz opiniões, apenas fatos apresentados pelo estudo citado.

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