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Posto fluvial e telepsicologia ampliam cuidado mental em ribeirinhas do AM

Posto fluvial e telepsicologia ampliam acesso à saúde mental em comunidades ribeirinhas do Amazonas, com mulheres demandando apoio por ansiedade e sofrimento emocional

Mulher sentada em frente a computador em cozinha, participando de videoconferência com outra mulher visível na tela. Ela usa fones de ouvido e está concentrada na conversa. Ao fundo, armários de madeira, pia e utensílios de cozinha.
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  • Postos de saúde fluviais e telepsicologia ampliam o acesso a cuidados de saúde mental em comunidades ribeirinhas do Amazonas, com maior procura de mulheres por ansiedade, sofrimento emocional e conflitos familiares.
  • O Ubim, na reserva Gregório, em Eirunepé, ganhou UBS fluvial com equipe itinerante do SUS; o posto reúne médico, enfermeiro, dentista e farmacêutico, e o projeto recebe apoio público-privado.
  • As demandas refletem papéis sociais rígidos, violência e dificuldades de separação, com relatos de abuso sexual; o atendimento é de acolhimento e encaminhamento, quando necessário.
  • A continuidade é limitada: equipes ficam pouco tempo em cada local, gerando filas de espera e dependência de encaminhamentos para a cidade; a telepsicologia mostra potencial, mas tem limites.
  • Ações envolvem explicar a psicologia como parte do cuidado integral, com agentes comunitários de saúde atuando como ponte; aumento de acesso à internet facilita o atendimento à distância.

A partir de relatos de mulheres das comunidades ribeirinhas do Amazonas, chegam pela primeira vez atendimentos psicológicos via teleconsultas e unidades básicas de saúde fluviais. O objetivo é ampliar o acesso ao cuidado mental na região de situação isolada.

Na UBS fluvial de Ubim, na reserva extrativista do rio Gregório, no município de Eirunepé, o serviço iniciou recentemente com uma equipe do SUS. O posto reúne médico, enfermeiro, dentista e farmacêutico, além de psicóloga que atua com atendimento itinerante.

O fluxo de atendimentos começou no dia 7, em meio à logística de parcerias públicas e privadas. O trabalho se concentra em acolhimento, orientação e encaminhamento para redes urbanas quando necessário, devido à limitação de profissionais na região.

Telepsicologia e limites do formato

As ações destacam o papel das mulheres, que buscam cuidado por sofrimento emocional, ansiedade e conflitos familiares. Os relatos apontam padrões de papéis sociais rígidos e impactos de violência, com jovens sinalizando desejo de separação que enfrenta barreiras culturais.

Profissionais ressaltam que a atuação é pouco duradoura em cada localidade, dificultando o acompanhamento psicológico contínuo. Quando possível, pacientes são encaminhadas para serviços na cidade, com frequência mensal.

A ampliação de internet, fortalecida na pandemia, facilita o acesso remoto. A experiência mostra potencial de telessaúde, contudo ainda existem barreiras, como a necessidade de atendimento especializado e a limitação de equipes.

Casos complexos envolvem maternidade precoce, violência e abuso sexual naturalizados em algumas culturas. Investimentos em planejamento familiar passam por diálogo sensível com mulheres e, inclusive, participação de parceiros.

A pesquisadora associada à Fundação Amazônia Sustentável aponta que o funcionamento remoto deve combinar ações presenciais e digitais. O objetivo é reduzir distâncias e oferecer cuidado integral, buscando entender fatores culturais, econômicos e sociais.

A experiência é acompanhada por profissionais que atuam também à distância, reforçando que o cuidado em saúde mental vai além de diagnósticos. O foco é compreender dinâmicas familiares, insegurança alimentar e contextos de seca que afetam as famílias. Tradução: o cuidado é complexo e multifacetado.

O retrato apresentado em Ubim evidencia avanços do atendimento fluvial e telepsicologia, com impactos diretos na vida de famílias locais. O relato do grupo de profissionais reforça a importância de estratégias adaptadas ao território para ampliar o acesso à saúde mental. Fonte: Folha.

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