- Dani Giganto Arias é head sommelier e wine director do restaurante Muna, em Ponferrada, desde 2024; recebeu o título de Best Spanish Sommelier em 2025 e o Sommeliers’ Sommelier of the Year (Spain) em 2026.
- Iniciou a carreira aos 16 anos ajudando no bar do pai, em León; o vinho Edición Limitada da Ramón Bilbao tornou-se a bebida principal da casa até 2018.
- Vinho cotidiano dele inclui rótulos jovens de uvas de León, como Godello (Mengoba), Albarín de Los Arrotos del Pendón, Jagatas Rosado (Prieto Picudo) e Mencía jovem (Michelini i Mufatto).
- Costuma comprar vinhos internacionais no Lidl, pela boa seleção e preço.
- Lembra de um dia embaraçoso no elBulli, quando teve de aprender rapidamente sobre taças Riedel; também critica quem foca apenas em rótulos sem valor histórico.
Dani Giganto Arias, sommelier premiado, construiu a carreira em restaurantes de destaque na Espanha, incluindo elBulli. Em 2024 ingressou no Muna, em Ponferrada, como sommelier-chefe e diretor de vinhos. No ano seguinte, foi eleito o Melhor Sommelier Espanhol no IWC Industry Awards. Em fevereiro de 2026, recebeu o prêmio Sommeliers’ Sommelier of the Year (Spain).
A trajetória começou ainda na juventude, aos 16 anos, quando ajudava no bar do restaurante do pai em León. Uma oportunidade de aprendizado com José María Prieto consolidou seu contato com vinhos, especialmente a Edición Limitada da Ramón Bilbao, que virou vinho da casa até 2018.
Trajetória e formação
Ao longo da carreira, atuou em casas renomadas da Espanha e hoje comanda carta de vinhos do Muna, que aposta em menus com influências do Japão e Bierzo. O prêmio de 2026 reforça seu reconhecimento no setor e ressalta o papel de diretor de vinhos na experiência do restaurante.
Gestos do dia a dia e preferências
Entre seus vinhos cotidianos, destaca brancos jovem de Ribera Leonesa, como Godellos da Mengoba e Los Arrotos del Pendón Albarín de Raúl Pérez. Rosés Prieto Picudo, especialmente Jagatas Rosado, também aparecem na lista, além de Mencías jovens de Michelini i Mufatto.
Compras e momentos constrangedores
Diz que costuma comprar vinhos internacionais na Lidl, pela relação preço-qualidade. No primeiro dia no elBulli, enfrentou imposter syndrome ao ter que reconhecer uma vasta linha de taças Riedel, o que o levou a estudar o catálogo por duas horas.
Críticas e motivações
Reprova a prática de colecionadores que buscam rótulos caros sem valor histórico ou técnico, destacando o peso da história e da técnica por trás de cada vinho. O objetivo é preservar o acesso aos rótulos para quem aprecia de fato a bebida.
Harmonizações e novidades
No cardápio atual do Muna, com influência Japão/Bierzo, o prato favorito é um prato composto por ajoarriero e robalo com miso beurre blanc, harmonizado com um branco de Domaine Tessier, vinho de 2023.
Rotina pós-serviço e escolhas rápidas
Para um lance rápido após o expediente, prepara um sanduíche, um kalimotxo com vinho tinto de maceração carbônica de José Luis Prada e assiste a um filme, revisitando a semana de trabalho.
Pedidos de carta que surpreendem
Um vinho da linha Finca Hortanza, mix de Gewürztraminer e Riesling cultivado em Cantábria, costuma surpreender os clientes pela combinação com os pratos do restaurante e pelo custo-benefício.
Região vinícola e referências
Sua região de maior empolgação permanece Champanhe, com preferência por clássicos como Pol Roger Sir Winston Churchill, além de produtores icônicos menores, como Bérêche et Fils, Aurore Casanova, Frédéric Savart e Jacques Lassaigne.
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