- Monique Medeiros voltou à Penitenciária Talavera Bruce, no Rio de Janeiro, na segunda-feira, para cumprir prisão; pediu autorização para levar o gato Hércules como companhia.
- O pet, que era cuidado por uma policial dentro da prisão, foi adotado por Monique durante o período anterior de internação; a direção da penitenciária decidirá se continuará com ela na cadeia.
- A defesa de Monique confirmou o pedido ao Metrópoles.
- No dia 17, o ministro Gilmar Mendes restabeleceu a prisão preventiva de Monique, após a Procuradoria-Geral da República se manifestar pela prisão; decisão cassou soltura anterior.
- Henry Borel morreu em oito de março de dois mil e vinte um, no apartamento em que moravam, com Monique Medeiros e Jairinho; o laudo do Instituto Médico-Legal apontou 23 lesões, contrariando a versão de acidente doméstico apresentada pelos réus.
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, voltou à Penitenciária Talavera Bruce, no Rio de Janeiro, na segunda-feira (20/4). Ao se entregar, ela pediu autorização para que o gato Hércules seja novamente sua companhia na prisão.
A defesa de Monique confirmou ao Metrópoles o pleito. O advogado Hugo Novais afirmou que, apesar de não ser o ponto central do caso, a solicitação será feita. O animal era cuidado por uma policial na unidade.
O gato Hércules ficou sob vigilância de uma policial há cerca de três anos, quando aproximou-se de Monique ainda presa. Ela o levou para casa durante o período em liberdade, após decisão judicial em março. A direção da penitenciária decidirá se o pet poderá acompanhar a réu.
Prisão mantida pelo STF
No dia 17, o ministro Gilmar Mendes restabeleceu a prisão preventiva de Monique Medeiros. A decisão cassou a soltura determinada pela 2ª Vara Criminal da Capital (RJ) em 23 de março. O parecer da PGR foi apresentado na Reclamação 92.961, protocolada pela defesa de Leniel Borel, pai da criança.
Monique compareceu à 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) para se entregar à Polícia Civil do Rio de Janeiro, após o requerimento do STF. O processo envolve a morte de Henry, em 8 de março de 2021, no apartamento da família na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.
O caso de Henry Borel
Henry tinha 4 anos quando morreu. O menino foi levado ao hospital após apresentar hemorragia interna e laceração hepática. Os principais denunciados são Monique Medeiros e Jairinho, padrasto da criança, médico e ex-vereador. Ambos alegam acidente doméstico e inocência.
A perícia do IML concluiu que Henry apresentava 23 lesões no corpo, o que contraria a versão de acidente apresentada pela defesa. A acusação sustenta que houve violência que levou à morte da criança.
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