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Dourados decreta calamidade por epidemia de chikungunya

Calamidade em Dourados por chikungunya mira reduzir casos e mortes, com vacinação iniciando em 27.abr e validade do decreto em ninety days (90 dias)

Na imagem, a vacina contra a chikungunya; decreto de situação de calamidade em saúde pública tem validade de 90 dias
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  • Dourados decretou calamidade em saúde pública por epidemia de chikungunya, com casos avançando da reserva indígena para bairros da cidade.
  • Ao todo, são 2.074 casos confirmados e 8 mortes, com 4.972 casos prováveis até 20 de abril; taxa de positividade de 64,9%.
  • O decreto tem validade de 90 dias e segue orientações do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para o enfrentamento da doença.
  • A campanha de vacinação começa na segunda-feira, 27 de abril; o primeiro lote chegou em 17 de abril e, nos dias 22 e 23 de abril, haverá capacitação de profissionais para avaliação de comorbidades antes da aplicação.
  • A aplicação é indicada apenas para pessoas entre 18 e 60 anos; a meta é vacinar pelo menos 27% da população-alvo (cerca de 43 mil pessoas), com drive-thru previsto no dia 1º de maio.

Dourados decretou calamidade em saúde pública devido à epidemia de chikungunya. A medida foi tomada pela prefeitura diante do aumento de casos confirmados e da sobrecarga de leitos, com transmissão já presente no perímetro urbano.

O anúncio ocorre após o município registrar mais de 2.000 casos confirmados e oito mortes, com a doença saindo da Reserva Indígena para bairros da cidade. O decreto tem validade de 90 dias e segue orientações de autoridades de saúde.

A contenção do vírus envolve ações da vigilância, assistência e controle do mosquito Aedes aegypti, além da ampliação da capacidade de resposta.

Desenvolvimento da crise

A prefeitura aponta cenário epidemiológico crítico, com 6.186 casos prováveis, 64,9% de positividade. Há ocupação de leitos em torno de 110%, o que dificulta atendimento, principalmente para casos graves.

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública coordena as ações entre reserva indígena e área urbana, buscando evitar surtos maiores e garantir suporte às unidades de saúde.

Vacinação contra chikungunya

A campanha local deve começar na segunda-feira, 27 de abril. O primeiro lote de vacinas chegou em 17 de abril. Profissionais de enfermagem recebem capacitação para triagem de comorbidades antes da aplicação.

A vacinação é destinada a pessoas entre 18 e 59 anos, seguindo regras do Ministério da Saúde. A meta é imunizar cerca de 43.000 pessoas, equivalente a 27% da população-alvo.

A dose não é indicada para gestantes, lactantes ou indivíduos com imunossupressão, entre outros critérios médicos listados. A dosagem exige avaliação prévia do profissional de saúde.

Cronologia e logística

Nesta 4ª e 5ª feira, a prefeitura capacita equipes e orienta sobre restrições da vacina. Na sexta-feira, 24 de abril, os imunizantes serão distribuídos para todas as salas de vacinação, incluindo unidades da saúde indígena.

Haverá também um drive-thru de vacinação no feriado de 1º de maio, das 8h às 12h, no pátio da prefeitura. Governo municipal coordena a iniciativa com apoio de órgãos estaduais.

Números da situação

Até 20 de abril, Dourados registrava 4.972 casos prováveis e 2.074 confirmados. Também havia 1.212 casos descartados e 2.900 em investigação. Já foram confirmadas oito mortes, sete delas na reserva indígena.

No fim de março, o Ministério da Saúde liberou 900 mil reais via aporte emergencial para vigilância, assistência e controle. Recurso será transferido ao fundo municipal em parcela única.

Sobre a chikungunya

A chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypti. O vírus chegou à América em 2013, provocando surtos na região. Doenças associadas incluem febre, dor articular intensa e, em casos graves, internação.

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