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Mais mulheres no Brasil recorrem a artes marciais ante aumento da violência

Diante da escalada da violência contra mulheres, Brasil registra alta procura por artes marciais; seis em cada dez mulheres querem começar ou já treinam

Violência contra a mulher — Foto: Pixabay
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  • A reportagem do The Guardian mostra que seis em cada dez mulheres brasileiras praticam ou querem começar a praticar um esporte de combate, em meio ao aumento da violência de gênero.
  • Mais da metade diz aprender a se proteger como motivo para buscar aulas de autodefesa.
  • Duas organizações já oferecem aulas de autodefesa para mulheres; uma oferece muay thai gratuitas e a outra fornece suporte jurídico e psicológico a sobreviventes de violência.
  • No campo legislativo, o Senado aprovou projeto para tornar a misoginia crime de ódio; Câmara e sanção presidencial ainda são necessárias, enquanto o governo atualizou a Lei Maria da Penha para ampliar proteção.
  • Em pesquisa de 2025, 37,5% das mulheres disseram ter sofrido algum tipo de violência no último ano; feminicídios chegaram a 1.568 casos em 2025, com 13% das vítimas tendo medida protetiva em 16 estados.

A The Guardian publica uma reportagem sobre o aumento da procura por artes marciais e defesa pessoal entre mulheres no Brasil, em especial no Rio de Janeiro, diante de crescentes casos de violência de gênero. A matéria aponta que seis em cada 10 mulheres brasileiras praticam ou desejam iniciar um esporte de combate, com mais da metade citando aprender a se proteger como motivação.

Segundo a reportagem, a busca por aulas está conectada a sensação de insegurança causada por episódios de feminicídio e violência de gênero ocorridos recentemente no país. A publicação destaca relatos de mulheres que afirmam ganhar confiança, percepção corporal e habilidades para escapar de ataques ao praticar esportes de combate.

A matéria aponta que duas organizações já oferecem aulas de autodefesa para mulheres. Uma oferece muay thai gratuitamente, enquanto a outra vai além, oferecendo suporte jurídico e psicológico a sobreviventes de violência doméstica.

Contexto legislativo e institucional também é citado. No fim de março, o Senado aprovou um projeto de lei que torna a misoginia crime de ódio, sujeito à passagem pela Câmara e sanção presidencial. O governo atualizou a Lei Maria da Penha para ampliar proteção às vítimas.

Dados de 2025, obtidos pela publicação, mostram que 37,5% das mulheres brasileiras relataram algum tipo de violência no último ano, frente a 28,6% em 2017, conforme a pesquisa citada. O incremento de feminicídios em cinco anos chegou a 14,5%, totalizando 1.568 casos em 2025.

Em 16 estados, as informações indicam que 13% das vítimas de feminicídio possuíam medida protetiva contra o agressor. A Guardian ressalta que o cenário reforça a percepção de risco entre mulheres e a busca por formas de defesa.

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