- O padrasto José Alves, de Natal, Rio Grande do Norte, se pronunciou pela primeira vez após tirar a vida da menina Pétala Yonah Silva Nunes, de sete anos, cuja morte ocorreu no último domingo; o corpo foi encontrado no quintal e enterrado na segunda-feira.
- A mãe da menina, Edvânia Bernardo da Silva, havia se separado de José Alves no fim de dezembro do ano passado.
- José Alves contou à polícia que a intenção era apenas “dar um susto” a Pétala e à mãe para atingir esta última, e que depois pretendia colocar a menina em local desconhecido para que fosse encontrada com vida.
- Segundo ele, enterrou a menina ainda com vida, usando um fio de carregador e uma sacola, cobrindo-a com uma taboa; disse ter desistido de deslocá-la após perceber que ela já estava morta.
- Ele afirmou que a motivação estaria ligada a notícias de que o pai de Pétala havia falado com a mãe, e alegou que as brigas com a mãe eram frequentes.
O padrasto José Alves foi responsável pela morte da menina Pétala Yonah Silva Nunes, de sete anos, em Natal, Rio Grande do Norte. O crime ocorreu no último domingo (19). O corpo da criança foi encontrado enterrado no quintal da residência na segunda-feira (20). A mãe, Edvânia Bernardo da Silva, havia se separado de José Alves no fim de dezembro do ano passado.
O acusado foi detido após o achado do corpo. Nesta quarta-feira (22), ele prestou depoimento à polícia civil, relatando o que fez e a motivação que alegou ter tido para o crime. Mesmo diante das perguntas, o relato transmitiu uma forma de frieza durante o interrogatório, conforme apurado pelas autoridades.
Motivações e versão do padrasto
Segundo o que disse aos investigadores, a intenção inicial era apenas assustar a menina e a mãe. Ele afirmou ter pensado em prender a criança para depois fazê-la reaparecer como desaparecida. Ainda conforme o depoimento, eleplanejava deslocar a menina para um local desconhecido, para que fosse encontrada com vida.
Ele descreveu que amarrou a menina com um fio de carregador e utilizou uma sacola para impedir parcialmente a boca, abrindo uma cova rasa no terreno da casa e cobrindo-a com uma tábua. A criança estaria ainda respirando quando foi enterrada, de acordo com o relato. O padrasto também disse que, ao perceber a morte, desistiu de transferir a menina para outro local.
A motivação, segundo o depoimento, estaria relacionada a um episódio em que a menina mencionou que o pai dela havia feito uma chamada de vídeo e disse ainda gostar da mãe. José Alves afirmou que esse contexto o levou a acreditar que o relacionamento entre a mãe e o pai poderia retornar, o que motivou a tentativa de “susto” narrada.
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