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Por dentro da máquina de vigilância do Madison Square Garden

Segurança do Madison Square Garden opera vigilância avançada, rastreando pessoa trans, protestos e funcionários, sugerindo modelo de monitoramento invasivo

Inside Madison Square Garden's Surveillance Machine
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  • James Dolan, dono de times e do Madison Square Garden, mantém uma máquina de vigilância cada vez mais sofisticada, segundo o repórter e colegas.
  • Documentos e entrevistas com sete ex-funcionários mostram que uma mulher trans foi monitorada no MSG por dois anos, com rastreamento minuto a minuto.
  • Um policial da Polícia de Nova Iorque teve foto adicionada a um banco de dados de reconhecimento facial, e houve um alerta acionado por menor de idade em um dos locais.
  • O chefe de Segurança, John Eversole, e o grupo de gerenciamento de ameaças teriam se disfarçado de policiais para vigiar manifestantes; há um relatório de dezoito páginas analisado pela WIRED.
  • Em dezoito de vinte e vinte cinco, um processo apontou instruções para monitorar a mulher trans e o eventual banimento; a MSG Entertainment disse que as alegações são falsas e avalia medidas legais.

Uma investigação da WIRED revela como a equipe de segurança do Madison Square Garden, controlado por James Dolan, operou um sofisticado sistema de vigilância ao longo de dois anos. O objetivo era monitorar movimentos de pessoas, inclusive uma mulher trans, em Nova York e Las Vegas.

Funcionários atuais e ex aí indicam que Dolan mantém operações que vão além das tradicionais medidas de segurança. Relatos internos mostram uso de reconhecimento facial, com menções a um policial da NYPD incluído em um banco de dados e a alerta para uma criança em um dos locais.

A investigação envolve uma série de episódios, incluindo uma denúncia em processo movida em 2025 por um ex-funcionário da MSG. O processo aponta instruções para vigiar a mulher trans e resultou na suposta proibição de entrada da vítima em locais da rede Dolan.

Quem está envolvido e o que foi apurado

O chefe de Segurança, John Eversole, e sua equipe teriam se aproximado de procedimentos de monitoramento com o objetivo de vigiar manifestantes nas proximidades dos espaços. Documentos consultados mostram que houve planejamento de ações de vigilância em tempo real, inclusive com uma equipe que se passava por autoridades.

O material obtido pela reportagem incluiu relatórios de 18 páginas e mensagens de chats de grupos, analisados pela WIRED, que detalham a rastreabilidade minuto a minuto das pessoas dentro dos espaços da MSG. A reportagem também descreve ações fora dos arenas, em bairros onde ocorrem protestos.

Posicionamento da MSG e próximos passos

A MSG afirmou não comentar especificamente a reportagem, citando alegações falsas e sem verificação, e disse avaliar opções legais contra a WIRED. A empresa ressalta que o material envolve ações de litígios apresentados por advogados.

Implicações mais amplas

A história aponta para uma prática de vigilância que extrapola os limites de uma casa de eventos, atingindo outras jurisdições além de Nova York e Las Vegas. O caso levanta questões sobre privacidade, uso de tecnologia de reconhecimento facial e supervisão de visitantes em grandes arenas.

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